domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ambulante é preso em operação de verão na praia do Leblon

Redação SRZD | Rio+ | 12/12/2009 10:17

Com a volta do sol o movimento nas praias retomam e, junto, a operação Choque de Ordem de verão. Neste sábado o barraqueiro Leandro Catarelli foi preso por montar sua barraca em lugar não definido pela prefeitura na praia do Leblon.

Os pontos demarcados pela prefeitura não deixaram os ambulantes satisfeitos, por isso muitos optam em ficar em seus pontos antigos. De acordo com Leandro, foi acordado verbalmente entre ambulantes e prefeitura que eles poderiam conversar entre si e, caso entrassem em um acordo, permaneceriam em seus pontos antigos.


Leandro explicou que, ao montar sua barraca, um policial a paisana disse que ele não poderia montar lá e teria que ir para o local definido pela prefeitura, mas Leandro só soube que a pessoa era policial quando este deu ordem de prisão ao ambulante.

Leandro foi encaminhado para a delegacia, mas já foi solto.

fonte: SRZD

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Jornal do Brasil - Rio - Ordem nas praias: operação começa mesmo debaixo de chuva

Jornal do Brasil - Rio - Ordem nas praias: operação começa mesmo debaixo de chuva

'Cariocas terão que reduzir o lixo público na cidade', afirma Eduardo Paes

Laura Machado | Rio+ | 07/12/2009 13:14
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Durante a cerimônia de lançamento do Plano de Metas do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes anunciou a primeira meta olímpica para a população, nesta segunda-feira. Segundo ele, os cariocas terão que reduzir o lixo público na cidade para que a administração possa investir estes recursos em benefícios para os bairros.

Paes avisou ainda que esta é apenas a primeira meta olímpica. "É importante que a sociedade participe e cumpra as suas metas, que eu chamo de meta olímpica. A primeira é a questão do lixo. A cada três a seis meses pretendo lançar uma meta olímpica para o carioca".

O prefeito explicou que a ideia é reduzir anualmente 8% do custo com o lixo público. Em 2010, a meta é economizar R$ 30 milhões com serviços de recolhimento. Ele garantiu ainda que cada Região Administrativa (RA) terá um lixômetro que vai medir a quantidade de dejetos recolhidos na área. O local que conseguir ter a menor renda per capta de lixo público será beneficiado pela prefeitura. Atualmente, o bairro mais limpo da capital fluminense é Santa Teresa.

Eduardo Paes explicou que a região que não conseguir diminuir a quantidade de lixo não receberá nenhum castigo, mas ficará com "fama de porca". Ao lado do gari Sorriso, o prefeito inaugurou o primeiro lixômetro do Rio, no Jardim do Palácio da Cidade, em Botafogo, no final desta manhã. O equipamento será instalado em Copacabana, Zona Sul, nesta terça-feira, para que a população possa acompanhar a quantidade de lixo produzida em toda a cidade.

A presidente da Comlurb, Ângela Fonti, disse ainda que até janeiro todas as Regiões Administrativas do Rio terão seu medidor de lixo. Quem quiser acompanhar os resultados da medição também pode acessar o site da Comlurb . De acordo com ela, atualmente os bairros com maior produção de lixo público são Campo Grande, o Centro, especialmente na Avenida Rio Branco, e Copacabana, na Rua Nossa Senhora de Copacabana.


fonte: BLOG SRZD -Laura Machado

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ordem nas praias sob protestos

Flávia Salme, Jornal do Brasil


RIO - A operação de choque de ordem nas praias, da prefeitura, começa nesta terça-feira sob protesto de barraqueiros descontentes com as novas regras. Muitos afirmam estarem sendo obrigados a trabalhar para a empresa Orla 2010, que resulta da união da Orla Rio (que administra a maioria dos quiosques do calçadão), Ascolpra (Associação do Comércio Legalizado de Praia) e da associação de vendedores Praia S.A. Segundo comerciantes das areias, eles foram obrigados a assinar contrato com a Orla 2010 sob o risco de não receberem o novo modelo de barraca padronizado.

Na última sexta-feira, os barraqueiros tiveram de comparecer no Clube Israelita, em Copacabana, a fim de retirar as licenças de trabalho. Os ouvidos pelo JB contam que, em troca da permissão, precisaram assinar um termo de compromisso com a Orla 2010, que, além de fornecer as novas barracas, também será a única autorizada a entregar e armazenar o material de trabalho (alimentos, cadeiras e guarda-sóis).

– A prefeitura privatizou a praia, deu o direito de exploração à Orla 2010 sem qualquer licitação. Eu não queria assinar contrato com essa empresa, mas, na hora de retirar minha licença, fui informado de que, se não assinasse, não receberia o mobiliário novo. Para mim, isso é coação – reclama o barraqueiro Jorge Troli, há 10 anos entre os postos 9 e 10 de Ipanema.

Os barraqueiros não entendem a intermediação da Orla 2010.

– Por que eu tenho de assinar termo de compromisso com essa empresa? Quem deu a ela o poder de realizar esse trabalho, a prefeitura? Como foi isso? Ninguém aqui ficou sabendo de licitação ou publicação de acordo no Diário Oficial – disse outro barraqueiro que se identificou como Leandro.

Falta esclarecer

De acordo com Jovanildo Savastano, coordenador do Comitê da Orla – órgão subordinado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente que conta com a participação da Seop – o acordo com a Orla 2010 foi firmado por meio de um convênio assinado pelo secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem.

– Os barraqueiros se organizaram, formaram essa associação, e o secretário assinou. Será positivo, porque acabará com os caminhões e kombis de distribuição na orla. Essa empresa é formada por pessoas que conhecem a dinâmica operacional das barracas – afirmou.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), contudo, nega qualquer convênio firmado com a Orla 2010. Apesar disso, a pasta não esclareceu os meios que levaram a empresa a coordenar a atividade.

Protestos

Os profissionais prometem reclamar nesta terça-feira com Bethlem. Também ameaçam levar o problema para a Câmara Municipal.

– Tenho 500 assinaturas contra a imposição da Orla 2010 aos barraqueiros. Ela é composta por duas associações fortes, mas seus presidentes não representam a vontade dos associados. As barracas serão entregues entre 4h e 7h e retiradas entre 19h e 21h. O barraqueiro terá de ficar todo esse tempo na praia, essa logística é desumana – protesta Luiz Edmundo Xavier de Matos, presidente da associação QPraia.

Outra polêmica é a mudança dos pontos dos barraqueiros. Quem atingiu mais pontos pelos critérios da prefeitura (idade, deficiência física etc), poderá escolher o lugar em que deseja trabalhar na areia.

Orla 2010

Procurados por telefone entre 19h e 21h30, dois dos três responsáveis pela Orla 2010 não responderam. O vice-presidente da empresa, Ricardo Mendes (presidente da associação Praia S.A.) disse que estava em uma reunião e que não poderia falar. Ele orientou o JB a procurar o presidente do grupo, João Marcello Barreto (vice-presidente da Orla Rio), que estaria avisado sobre a nossa procura. O celular de Barreto, porém, não atendeu e não havia espaço para deixar recado na caixa postal.

Material apreendido na hora do cadastramento

A operação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) na última sexta-feira na Ladeira Saint Roman, em Copacabana, aumentou ainda mais a revolta dos barraqueiros. Muitos usavam depósitos ali para guardar cadeiras de praia, guarda-sóis e burros-sem-rabo para transportar o material. De acordo com a secretaria, a operação foi realizada no local para retirar o comércio ilegal das ruas, que receberão obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas os barraqueiros alegam que suas mercadorias, que estavam em depósitos, também foram levadas. A ação, segundo eles, ocorreu justamente no momento da entrega das licenças no Clube Israelita.

– Fomos pegos de surpresa. Os materiais guardados nos depósitos eram resultado de uma vida de trabalho. Eles podem até argumentar que as cadeiras de praia e os guarda-sóis não poderão mais ser usados na praia, mas a gente poderia vender e ganhar um dinheiro. Era nosso, eles não deveriam levar – lamenta José de Souza.

Por meio da assessoria, a Seop garante que os barraqueiros foram avisados desde abril sobre a retirada dos materiais guardados na Ladeira Saint Roman. A secretaria, no entanto, não esclareceu se os trabalhadores poderão recuperar o que foi apreendido.

Câmara vai investigar

Nesta terça-feira, o vereador Reimont (PT) acompanha a entrega dos kits de trabalho pela Seop nas areias da Zona Sul. Ele vai apresentar um requerimento de informações à prefeitura para entender o trabalho realizado pela Orla 2010. Segundo Reimont, levantamentos preliminares apontam que os barraqueiros, após pagarem a Tuap (Taxa de Uso de Área Pública) tiveram realmente de se vincular à Orla 2010 para conseguir trabalhar nas areias. O parlamentar deve receber, na quarta-feira, uma comissão formada por representantes de diversas associações desses profissionais de praia.



21:52 - 07/12/2009


fonte: JB online

Prefeito lança primeiro lixômetro em Copacabana - O Globo

Prefeito lança primeiro lixômetro em Copacabana - O Globo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Choque de ordem chega à orla

Operação Verão começa semana que vem do Arpoador ao Leblon, com esquema reforçado de fiscalização na areia
POR BRUNA TALARICO

Rio - A partir da terça-feira que vem, a orla entre Arpoador e Leblon vai ficar de cara nova. A Operação Verão da Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) promete fiscalizar, grão a grão de areia, o cumprimento das novas regras à beira-mar. Escolhido como área piloto, pela alta concentração de gente e de desordem, o trecho contará com 143 homens da Guarda Municipal e agentes de Controle Urbano de segunda a segunda, das 6h às 20h.

As 197 barracas cadastradas estarão padronizadas, assim como os vendedores, que usarão uniformes. Copacabana e Leme são as próximas a receber a operação, em janeiro. Até o fim do verão, toda a orla carioca deverá contar com o novo esquema de ordenamento.

Os detalhes das ações — que vão continuar após a estação — foram apresentados ontem pelo secretário Rodrigo Bethlem. As regras prometem transformar um dos principais programas do carioca. Além do novo visual das areias — consequência da padronização dos barraqueiros, estipulação rígida do número de cadeiras e guarda-sóis para aluguel e eliminação de equipamentos de som —, hábitos cultivados ao longo da história da cidade também sofrerão adaptações.

Esportes na faixa de areia mais próxima à água, por exemplo, só após as 17h. É o adeus ao ‘altinho’ da turma de Marcio da Motta, 21 anos, que pratica o esporte todo dia. “Não temos outro lugar para jogar. Perto do calçadão a areia é muito fofa e quente”, reclama.

Para fiscalizar banhistas e comerciantes que não estejam dentro das normas, a Seop contará com um contêiner que funcionará como quartel-general, em frente ao Jardim de Alah. No calçadão, haverá duas tendas gerenciais. Seis tendas operacionais ficarão na areia, responsáveis, cada uma, por área compreendida em raio de 300m. O apoio será feito por caminhões, reboques, picapes, carros e patinetes elétricos.

Fora da areia, mudanças também devem melhorar o estacionamento para banhistas. O horário de carga e descarga para produtos de barraqueiros foi limitado para antes das 7h e após as 20h, e o procedimento será feito por 10 caminhões alugados pela associação da categoria. É o fim da falta de vagas, ocupadas por Kombis de comerciantes.

Banhistas choram o fim de comidas tradicionais na orla

O banhista Nael Alves, 55 anos, que chega a comer quatro espetinhos de camarão em um dia de praia, lamenta a nova ordem. O alimento é um dos que estão banidos de vez das areias cariocas, junto com o queijo coalho, churrasquinho no espeto e o mate de galão. Os sanduíches naturais, pastéis, empadas e esfirras estão liberados, desde que cheguem à praia já prontos e embalados, com indicação do produto, ingredientes, data de fabricação e validade. Frutas e castanhas também devem ser comercializadas fracionadas e embaladas


fonte: JORNAL O DIA

Choque de ordem do verão 2010 terá início na orla do Arpoador ao Leblon - O Globo

Choque de ordem do verão 2010 terá início na orla do Arpoador ao Leblon - O Globo

Prefeitura decide nova geografia para as areias da orla do Rio de Janeiro





Laura Machado | Rio+ | 01/12/2009 09:10



O recadastramento dos barraqueiros, que trabalham nas praias da Zona Sul da capital fluminense, vai provocar uma alteração nas areias da orla. Quem estava habituado, por exemplo, a marcar de encontrar com os amigos na famosa barraca do Pelé, que ficava há mais de 30 anos perto da Rua Garcia D´ávila, terá que tomar cuidado para não ficar sozinho na praia, pois Robenildo Alves, o Pelé, perdeu o seu ponto e terá que trabalhar em outro lugar. Além dele, vários outros vendedores tradicionais da orla também terão que deixar seus conhecidos pontos de venda por causa do critério adotado pela Prefeitura na escolha do lugar das barracas.

A Secretaria Especial de Ordem Pública determinou que os ambulantes respondessem um questionário classificatório, onde questões como idade, ser egresso do sistema penitenciário e outras contavam pontos. Os barraqueiros escolheram seus locais de trabalho pela ordem que apareciam na classificação, por isso muitos perderam seu tradicional espaço e estão se sentindo prejudicados. Alguns conseguiram fazer um acordo entre si para recuperar o lugar. No entanto, a administração municipal ainda não ratificou esta decisão.

Após a polêmica da proibição da venda de coco nas areias, que foi rejeitada pelo prefeito Eduardo Paes na semana passada, a nova ideia da administração municipal mexe novamente com o conforto do descanso dos cariocas nas areias.

"A gente (que frequenta sempre o mesmo ponto na praia) já tem o nosso barraqueiro preferido e de confiança. É um lugar onde podemos encontrar com os amigos e até pendurar a conta, quando, por exemplo, o dia está quente demais e bebemos além do previsto", reclamou ao SRZD a advogada Paula Oliveira, que frequenta desde criança o mesmo lugar na praia de Ipanema.

A Prefeitura decidiu ainda adiar o início do choque de ordem nas praias, marcado para começar nesta terça-feira, por entender que era necessário aprimorar as ações, bem como assegurar que os barraqueiros tivessem tempo necessário para se adequar a nova lei das areias. A administração municipal proibiu a venda de alimentos não industrializados, como espetinhos de camarão e queijo coalho, entre outras regras.

Os secretários de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, e de Meio Ambiente, o vice-prefeito Carlos Alberto Muniz, detalham o que será permitido ou não nas areias, bem como a fiscalização durante o choque de ordem nas praias, na manhã desta terça-feira, em coletiva.



fonte:SITE SRZD -Laura Machado