terça-feira, 13 de abril de 2010

'Operação Lei Seca' salva quase cinco mil vidas nas estradas em um ano



Redação SRZD 13/04/2010 08:31


Em um ano, quase cinco mil pessoas foram salvas no trânsito da cidade do Rio de Janeiro por causa da Operação Lei Seca, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Lançada em março de 2009, pela Secretaria de Estado de Governo, a operação tem o objetivo de combater a mistura de álcool e direção.

No mês passado, foram registradas pelo Grupamento de Socorro de Emergência (GSE), do Corpo de Bombeiros, 1.148 vítimas de acidentes de trânsito na capital, contra 1.488 em março do ano anterior, uma redução de 340 casos (22,8%).

No feriadão de Páscoa, enquanto foi registrado aumento de 34% no número de mortes em acidentes de trânsito nas estradas de todo o Brasil, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, houve um decréscimo de 71,5% no número de vítimas fatais nas rodovias fluminenses.

"Atribuo esses resultados ao estabelecimento de uma fiscalização constante e efetiva e, principalmente, ao trabalho de conscientização, que vem propiciando uma real mudança de comportamento dos condutores no Rio", diz o porta-voz da Operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes.

fonte:Redação SRZD

sábado, 10 de abril de 2010

É preciso agir para evitar novas tragédias no Rio de Janeiro




O momento, embora seja de tristeza, é propício para se debater um assunto polêmico: as construções em áreas de risco. O preço para morar em um terreno condenado pela Defesa Civil não é pago em dinheiro. A vida é a moeda desta negociação.

Com o objetivo de reordenar a cidade e, principalmente, salvar vidas, a Prefeitura realizou dezenas de operações Choque de Ordem para demolir prédios e casas construídos de forma irregular, sem as garantias mínimas necessárias. Esses imóveis poderiam estar na estatística de desmoronamentos desta trágica terça-feira, 6 de abril.

Não me permito a fazer política hipócrita de defender a manutenção de edificações em áreas onde a morte é certa e fazer críticas às ações, como as do Choque de Ordem, a fim de rotulá-las de operação contra pobres. Enxurradas como as desta semana nos mostram que são os mais pobres justamente que pagam com a vida por morarem em áreas de risco.

Erram aqueles que preferem não ter desgaste político e ignoram essas construções irregulares. Em outras palavras, negligenciam a vida de famílias inteiras ceifadas pelos deslizamentos ao fecharem os olhos para o problema. É preciso uma ação enérgica do Poder Público contra edificação ilegais, principalmente em áreas de absoluto risco. Sejam elas em comunidades ou em áreas consideradas nobres.

E é preciso fazer isso sem medo da reação dos críticos de plantão. O remédio é amargo, mas precisamos recuperar essas áreas com replantio, limpeza e obras de contenção. E mais do que isso, garantir segurança à população de baixa renda que tem, ao longo de décadas, ocupado essas regiões para onde, na maioria das vezes, os olhos do poder público não estão voltados.

Falar em demolição e remoção de famílias em área de risco é também pôr em questão o critério usado pela Justiça para concessão de liminares que impedem a ação da Prefeitura. Depois de muita negociação, só agora estamos conseguindo dar prosseguimento às demolições no Recreio, verdadeiras aberrações urbanísticas que não respeitam as regras estabelecidas. É preciso dizer não à demagogia e ao populismo. O preço que a cidade pagou pela omissão é muito alto.

Foram 42 operações de Choque de Ordem contra construção irregular. Até a primeira semana de março de 2010, 1.200 unidades comerciais e residenciais foram demolidas, mais de 80% delas em áreas de favelas. Em Rio das Pedras, foram 11 prédios em situação de absoluto risco. Foram removidas 52 construções a beira do canal na Cidade de Deus, mais de 18 barracos no costão da Niemeyer e outros oito na Grajaú-Jacarepaguá, entre outras ações preventivas em áreas de deslizamento apontadas pela Geo-Rio.

Tenho a certeza de que defendemos com o Choque de Ordem ações de cidadania e garantia à vida. É preciso agir, ainda que o momento seja de dor e tristeza, para evitarmos novas tragédias. Não podemos mais usar como desculpas a falta de planejamento urbano do passado e permitir o crescimento das favelas e a construção em encostas.

fonte:Publicada por Rodrigo Bethlem

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Reboques do Choque de Ordem socorreram 202 veículos

07/04/2010

Os reboques do Choque de Ordem que estão de prontidão para socorrer os motoristas em caso de novos alagamentos, provocados pelas fortes chuvas que caem desde a madrugada de terça-feira, já socorreram 202 veículos abandonados nas vias públicas, sendo oito durante esta madrugada (dois na Av. Epitácio Pessoa, três no Jardim Botânico, um em Botafogo, um em Copacabana e uma ambulância no Maracanã). Durante a manhã e a tarde desta quarta-feira, outros 62 veículos foram socorridos na Barra da Tijuca, Aterro do Flamengo e na Av. Eptácio Pessoa, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

No total, 202 automóveis já foram removidos para áreas mais altas a fim de que as ruas fossem desobstruídas. Os locais mais críticos foram Praça da Bandeira, Lagoa e Humaitá. Cerca de 30 automóveis encontravam-se abandonados, água acima da porta, pelos motoristas em diversos pontos da Lagoa. No Humaitá foi preciso uma retroescavadeira para que carros fossem retirados da lama, que desdeu da rua Viúva Lacerda.

O secretário especial da Ordem Pública, Alex Costa, que participou da reunião do gabinete de ação contra a enxurrada, capitaneada pelo Prefeito Eduardo Paes, no Centro Operacional de Controle da CET - Rio, disponibilizou os reboques para liberação das principais vias e seis caminhonetes do Controle Urbano para a Geo-Rio.

A Guarda Municipal mobilizou 2.200 homens durante a madrugada e todo o dia de hoje. Além dos 1.600 agentes que já atuam diariamente nas ruas, outros 600 foram convocados extraordinariamente, desde a noite de ontem.

- Precisamos trabalhar integrados para devolver à cidade a sua rotina e , também, tentar minimizar o impacto dessa tragédia que se abateu sobre o Rio - afirmou o secretário.

fonte: D.O R.J

Falta de planejamento contribuiu para a tragédia

8 de abril de 2010

Por João Marcello Erthal

Chuvas fortes nessa época do ano são anteriores a qualquer construção no Rio de Janeiro. Mas temporais, ainda que ocorram com certa regularidade, conseguem apanhar a cidade sempre despreparada. Sucumbir a um fenômeno natural periódico e previsível - por vezes com intensidade anormal, como esta semana - é, para o coordenador do Observatório de Metrópoles do CNPQ/Faperj, Luiz Cezar de Queiroz Ribeiro, um dos sintomas de que as metrópoles abriram mão do planejamento urbano.

Ribeiro, professor titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ) toma como exemplo outro flagelo recente do Rio para demonstrar a fragilidade das grandes cidades diante de ameaças anunciadas. "Com a epidemia de dengue de poucos anos atrás, foi a mesma coisa. Conheciam-se os riscos, havia números que indicavam a aproximação da epidemia e o poder público só conseguiu agir depois, com hospitais de campanha", lembra.

Rio e São Paulo lideram, por serem as maiores capitais do país, o processo que o coordenador do Observatório de Metrópoles chama de "empresariamento" das cidades. "Administra-se por projetos, de forma a criar obras que sejam atraentes para o investidor privado. Renovação do Porto, revitalização da Lapa, urbanização de favelas. A administração é por exceção, por operação, por emergência, não-racionalizada. Abriu-se mão de planejar com informação", analisa, apontando a ausência de uma estrutura de drenagem e prevenção de deslizamentos como um dos efeitos dessa forma de gerenciar as metrópoles brasileiras.

No vazio de intervenções planejadas, obras pontuais despontam como soluções. E por vezes parecem mais do que são e mais do que podem promover para a população. Projetos de urbanização de favelas, acredita Ribeiro, têm sido confundidos com políticas habitacionais ou sociais. "Urbanizar favela não é política habitacional, nem social. É política de segurança pública", afirma. Neste momento do Rio, no entanto, poucas coisas podem ter mais apelo e aprovação popular que uma política de segurança que apresente resultado – e será difícil convencer algum carioca do contrário, ainda que as favelas continuem à vista.

A ocupação irregular de encostas no Rio, acentuada nos últimos 30 anos, avançou sobre o mesmo vácuo de planejamento que outros problemas estruturais da cidade. "Por um lado, havia um empobrecimento vertiginoso de uma parcela da população a partir de década de 80. Por outro, a falta de transporte público, oferta moradia, oportunidade de renda em áreas distantes das áreas centrais. Era mais fácil e mais barato, então, deixar a população empobrecida ocupar o morro e ficar por perto".

A frase do então vice-governador Darcy Ribeiro, que no início dos anos 80 afirmou que "favela não é problema, é solução", tornou-se epíteto dessa forma de encarar a expansão das favelas. Não por acaso, os dois governos de Leonel Brizola são apontados como marco da explosão da favelização no Rio e de um ciclo de omissão dos gestores.

fonte:veja.com

Doações- Ajudem a divulgar.

A prefeitura também fechou uma parceria com a rede McDonald's, e a partir de hoje, dia 09, as 63 lojas vão arrecadar fraldas descartáveis, produtos de limpeza e higiene pessoal, roupas de cama e de banho, cobertores e travesseiros, além de brinquedos. Nesses novos postos, só não será permitida a doação de alimentos. Ajudem a divulgar.

SMSDC INCENTIVA DOAÇÃO DE SANGUE

Devido ao baixo estoque de sangue nos hospitais e unidades de saúde da cidade, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC), em parceria com o Hemorio, convoca as populações a fazer doações, a fim de ajudar a salvar vidas, além de incentivar o hábito de doar.

A meta é aumentar os estoques que abastecem cerca de 180 hospitais em todo o estado do Rio de Janeiro, especialmente neste período em que as unidades estão de prontidão para receber feridos por acidentes provocados pela chuva.

A doação pode ser feita a qualquer tempo, em qualquer um dos dez centros em toda a cidade. Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas, além de não fazer parte do grupo de risco de doenças sexualmente transmissíveis e usuários de drogas.

Esse ato de solidariedade é simples, seguro e não demora mais que meia hora. O volume doado (cerca de 450 ml) não traz risco para o doador. Além disso, o material utilizado é descartável e oferece total segurança ao doador. As mulheres podem realizar 3 doações por ano, com intervalos de, pelo menos, 3 meses, e os homens, 4 doações com intervalo de, pelo menos, dois meses.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), menos de 2% da população doa sangue regularmente. Para que as demandas transfusionais possam ser atendidas é necessário que 4% de toda a população adquira esta prática.

Informações sobre os locais que recebem doações podem ser obtidas no site www.saude.rio.rj.gov.br; pelo Disk-sangue, no telefone 0800-282-0708; ou Hemorio, tel.: 2332-8611.


CENTROS DE DOAÇÃO DE SANGUE

HEMORIO
R. Frei Caneca, 8 – Centro – RJ
Tel: 2299-9442. R. 2270
Horário: Domingo a domingo, das 7 às 18h


HOSPITAL GERAL DE JACAREPAGUÁ
Av. Menezes Cortes, 3245 – Jacarepaguá – RJ
Tel: 2425-2255. R. 343
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8 às 12h


HOSPITAL DOS SERVIDORES
R. Sacadura Cabral, 178 – Saúde – RJ
Tel: 2291-3131. R. 3683/ 2213-2502
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO
Av. Brigadeiro Trompowsky, s/n° - 3° andar – Fundão – Ilha do Governador – RJ
Tel: 2562-2706/ 2562-2312
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30


HOSPITAL CENTRAL DA POLÍCIA MILITAR
R. Estácio de Sá, 20 – Estácio – RJ
Tel: 3399-2508
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h às 12h


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO
R. 28 de Setembro, 77 – Vila Isabel – RJ
Tel: 2587-6100 R.6612/ 2587-6612/ 2587-6234
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h


INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER
Praça da Cruz Vermelha, 23 – Centro – RJ
Tel: 2506-6021/ 2506-6022
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30 / Sábado, de 8 às 12h


INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA DE LARANJEIRAS
R. das Laranjeiras, 374 – Laranjeiras – RJ
Tel: 2285-3344 R. 2215
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8h às 14h


HOSPITAL GERAL DE BONSUCESSO
Av. Londres, 616 – Bonsucesso – RJ
Tel: 2561-3473
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h


HOSPITAL DA AERONÁUTICA DOS AFONSOS
Av. Marechal Fontenele, 1628 – Sulacap
Tel: 3369-9763/ 3369-9859/ 3369-6763
Horário: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h

fonte:D.O R.J

Eduardo Paes volta a pedir que famílias deixem áreas de risco e presta solidariedade às vítimas

Áreas mais atingidas pelas chuvas são declaradas em situação de emergência

08/04/2010

No início da manhã desta quinta-feira, dia 8, o Prefeito Eduardo Paes divulgou um rápido panorama da cidade do Rio de Janeiro após a terceira madrugada de chuvas que caem sobre a cidade, ressaltando que ainda há muitos riscos de deslizamento nas encostas e reiterando o pedido para que famílias em áreas de risco busquem abrigo em outros locais.
Paes contou também que na manhã de hoje os moradores da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes ainda vão enfrentar problemas no trânsito, e que portanto devem evitar o máximo possível seguir para a Zona Sul.
- A situação é parecida com a de ontem. A boa notícia é que a Avenida Niemeyer já foi liberada – disse o Prefeito. – Pedimos de novo que as pessoas que não tiverem obrigação de sair que não o façam, e que busquem fazer carona solidária, auxiliando os vizinhos e desafogando o tráfego – completou.
Paes lembrou ainda que a Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, também está liberada neste início de manhã, o que facilita a circulação dos moradores da Zona Sul. As escolas das redes municipal e estadual de ensino e da rede privada também voltam às aulas a partir de hoje. Houve ainda um deslizamento de terra em Rio das Pedras, sem vítimas.
Durante a entrevista, o Prefeito Eduardo Paes manifestou solidariedade às vítimas dos deslizamentos de terra ocorridos no município de Niterói, na região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Ele afirmou estar sensibilizado com o drama das famílias, e aproveitou para reiterar que “nenhuma encosta está segura”, dado o grande volume de chuvas que encharcou os morros em toda a região do Grande Rio.
- Com as chuvas continuando do jeito que estão, as áreas de encostas estão muito vulneráveis, portanto as pessoas não devem ficar em áreas de risco, pois o perigo de deslizamento é muito grande – advertiu, lembrando que essa recomendação vale “para o Rio, para Niterói, para qualquer área litorânea e de encostas”.
No Rio de Janeiro, foram encontrados mais dois corpos no deslizamento ocorrido na comunidade da Rocinha, em São Conrado, o que elevou para 47 o número de óbitos no município. Na noite de quarta-feira, dia 7, quando a Defesa Civil contabilizava 43 vítimas fatais, haviam sido resgatados dois corpos também na Rocinha.
Áreas mais atingidas pelas chuvas são declaradas em situação de emergência
Em função das fortes chuvas que caíram sobre a cidade, decreto publicado hoje declara a existência de situação anormal, caracterizada como situação de emergência, áreas do Município do Rio de Janeiro afetadas por escorregamentos e deslizamentos. Foram atingidas áreas das zonas Sul, Norte, Oeste e região do Centro. Fica autorizada, na medida em que for necessária, a mobilização do Sistema Nacional de Defesa Civil, no âmbito do Município, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, com o consequente desencadeamento do Plano de Emergência para chuvas fortes.

Em razão da situação de emergência, fica reconhecido que no dia 6 de abril houve situação imprevisível na Cidade do Rio de Janeiro. Esse fato impossibilitou que a população, de um modo geral, pudesse efetuar o regular cumprimento de suas obrigações, no que se refere ao pagamento de contas, bem como o comparecimento regular às escolas e/ou seus respectivos locais de trabalho.

fonte: Portal da Prefeitura do R.Janeiro

A tragédia revela a face perversa de uma cidade partida', diz deputado estadual Renata Rosas



| Estado do Rio | 08/04/2010 14:08

A situação já era caótica e parecia que não tinha como piorar, mas aconteceu. Após as fortes chuvas que atingem o Estado do Rio, há três dias, deixarem mais de 150 mortos, parece que o tempo não foi suficiente para evitar mais uma tragédia grave: uma avalanche carregou cerca de 60 casas na madrugada desta quinta, em Niterói, e parte do morro do Bumba, no bairro de Viçoso Jardim, foi abaixo.

Tudo isso trouxe à tona uma grande polêmica sobre a administração do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira. Para o deputado estadual, sociólogo e presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Alerj, Rodrigo Neves, essa tragédia foi, sem dúvida, uma tragédia anunciada.

"O momento agora é de socorrer as vítimas e dar assistência aos desabrigados, mas é evidente que a tragédia revela a face perversa de uma cidade partida, onde os pobres e os bairros da periferia não tiveram políticas públicas na infraestrutura urbana, na contenção de encostas e na habitação popular", contou ele ao SRZD, transtornado com a situação que acompanha, pessoalmente, desde a terça-feira.

Segundo o deputado, é uma contradição que a cidade com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Urbano) do país e com um orçamento rico, tenha tantos mortos em tantas comunidades.

"Em um momento posterior, será preciso reformular completamente a forma de administrar a cidade. É preciso planejar o crescimento, inclusive das regiões mais ricas, que estão crescendo desordenadamente, além de inverter as prioridades para as comunidades mais pobres, a fim de resgatar a auto-estima dos niteroienses", disse o deputado.

* Mortos, desabamentos, alagamentos. E os investimentos em infraestrutura?

Rodrigo acredita ainda que o prefeito já deveria ter decretado Estado de Calamidade Pública. "Até o momento, ele só decretou Estado de Emergência, que, segundo a Constituição, é uma medida tomada para situações suportáveis e por um período de apenas 30 dias", ressaltou ele.

De acordo com o deputado, a situação de Calamidade Pública permitiria que os auxílios vindos dos governos federal e estadual chegassem com mais rapidez e salvassem mais vidas.

"Essa tragédia já comprometeu os serviços públicos da cidade, como a rede de saúde e educação. Para se ter uma ideia, quando aconteceu o desastre das chuvas em Angra, com 40 óbitos em duas comunidades, a prefeitura decretou Estado de Calamidade Pública. E em Niterói ainda não foi decretado".

A situação se agravou ainda mais porque o programa de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes da cidade não foi implementado e está no papel há quatro anos. O plano, que teve um custo estimado de R$ 44 milhões, lista 142 pontos onde há risco de desabamentos no município. No entanto, o orçamento da prefeitura para as ações de drenagens e intervenções prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões.

Comentários dos leitores do SRZD

Segundo relatos de nossos leitores, a administração do prefeito de Niterói deixa a desejar e é responsável, em grande parte, por toda essa tragédia que abala a cidade. Para Paulo Piramba, essa tristeza poderia ter sido evitada.

"Governos populistas incentivando pessoas que não têm onde morar a ocuparem área de um lixão desativado. Era uma tragédia anunciada que poderia ter sido evitada. E as autoridades, que nunca apresentaram um programa de habitação decente, ainda ficam culpando as vítimas pela sua vitimização!", disse ele.

A leitora Patricia Caetano Quintella contou que a Região Oceânica está isolada do resto da cidade. "Ruas de São Francisco estão destruídas. Minha rua está cedendo e ainda desviam o trânsito pra cá, pois a Estrada da Cachoeira está interditada. Só hoje ele (o prefeito) deu as caras! Nervoso, tenso, assustado com tamanha omissão sua e de sua equipe", ressaltou ela.

Até o fechamento desta matéria, o SRZD não tinha conseguido falar com o prefeito de Niterói.

fonte:SRZD

Decreto da Prefeitura do Rio permite remover moradores à força



Maria Elisa Alves e Isabela Bastos

BOMBEIROS ENCONTRAM um corpo em meio aos escombros no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, uma das comunidades que devem ser removidas pela prefeitura / Foto de Marco Antônio Cavalcanti - O Globo

RIO - Com intuito de facilitar a ação de equipes de resgate e retirar moradores de áreas de risco, o prefeito Eduardo Paes publicou nesta quinta-feira no Diário Oficial um decreto em que declara 158 áreas do Rio, afetadas por deslizamentos de terra, em situação de emergência. Com a medida, a prefeitura dá poderes a agentes da Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil para entrar nas casas destes locais, mesmo sem consentimento dos moradores, para prestar socorro ou ordenar a retirada imediata das famílias.

(Morador relembra tragédia no Morro dos Prazeres)

Imóveis destas localidades também poderão ser usados como base de atuação para ações de resgate.

- Se o agente disser que não pode ficar (por ser área de risco) e a pessoa insistir, chama a polícia. No Morro dos Prazeres, quase chegou a este ponto hoje (quinta-feira). Estive lá de manhã e me envolvi em um bate-boca com pessoas. Tinha gente que queria ficar. Mas depois foi bem encaminhado - disse o prefeito Eduardo Paes.

- Queremos é salvar vidas, pôr a pessoa em lugar seguro. Ah, a escola não está confortável? Dane-se, mas está seguro - disse Paes, referindo-se aos cerca de 40 abrigos improvisados em colégios da rede municipal.

" Se o agente disser que não pode ficar (por ser área de risco) e a pessoa insistir, chama a polícia "

Esta não é a primeira vez que o prefeito determina, por decreto, a entrada de agentes do município em casas que podem expor a população a riscos. Em novembro do ano passado, para evitar uma nova epidemia de dengue, ele permitiu a entrada compulsória de agentes de saúde em residências e terrenos fechados, abandonados ou cujos donos se recusassem a colaborar com os mutirões de controle da doença.

O decreto publicado nesta quinta permite ainda que a secretaria dê entrada no pedido de desapropriação das casas em áreas de risco. Segundo o prefeito, ainda será feito um levantamento das áreas em que haverá necessidade disso. O decreto também dispensa de licitação os contratos de aquisição de bens, prestação de serviços e obras necessários às atividades de resposta ao desastre.

As 158 áreas mais atingidas, segundo a prefeitura, estão localizadas sobretudo nas zonas Sul, Norte e Oeste, no Centro e na Ilha do Governador. Entre os bairros enumerados pelo decreto estão São Conrado, Botafogo, Cosme Velho, Grajaú, Humaitá, Lagoa, Jacarepaguá, Jardim Botânico, Praça da Bandeira, Recreio dos Bandeirantes, Rio Comprido, Rocinha, Jacarezinho, Santa Tereza, Vidigal e Vila Isabel. Um mapa com os pontos críticos foi feito pela prefeitura e deverá ser detalhado pela Defesa Civil do município.
Temor de que ocorram novos deslizamentos

O prefeito voltou a pedir a moradores de áreas de risco que procurem se alojar em casas de parentes ou outros locais seguros enquanto a cidade estiver em alerta por conta das chuvas. Em entrevista à rádio CBN, por volta das 6h, Paes chamou a atenção para a probabilidade de novos deslizamentos de terra, uma vez que ainda não parou de chover na cidade.

- Os riscos permanecem. A recomendação para que as pessoas desocupem as áreas de encosta está em vigor.

Ainda de madrugada, em coletiva no Centro de Controle de Operações da CET-Rio, Paes manifestou solidariedade às vítimas dos deslizamentos de terra ocorridos em Niterói, na região Metropolitana do Rio. Ele afirmou estar sensibilizado com o drama das famílias, e afirmou que "nenhuma encosta está segura", dado o grande volume de chuvas que encharcou os morros no Grande Rio.

O prefeito voltou a falar também das remoções que deverão ser feitas no Morro dos Prazeres e da comunidade do Laboriaux, na Rocinha, anunciadas quinta-feira. Ele não informou, porém, quando elas começam e nem o local onde serão reassentadas as famílias.

fonte: Jornal Extra

quarta-feira, 7 de abril de 2010

FESTA DE SÃO JORGE -RESULTADO DOS SORTEADOS.

EDITAL DE DIVULGAÇÃO DE RESULTADO

RESOLUÇÃO SEOP N° 31, DE 19 DE MARÇO DE 2010
Sorteio para o Comércio Ambulante em Pontos Fixos Durante os Festejos Comemorativos a São Jorge – Centro e Quintino Bocayuva

O SECRETÁRIO ESPECIAL DA ORDEM PÚBLICA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor e considerando o princípio da publicidade dos atos públicos e o que determina a Resolução SEOP N.º 31 de 19 de março de 2010; VEM tornar público a relação dos números sorteados das pessoas que terão direito a assumir os pontos na área do Centro da Cidade e em Quintino Bocayuva, durante os festejos de São Jorge. A instalação de barracas ocorrerá nas áreas determinadas e aprovadas conforme numeração das mesmas.

As pessoas portadoras dos números de inscrição abaixo indicados deverão comparecer nos dias 8 e 9 de abril de 2010, na Coordenação de Controle Urbano, situada à Praça da Bandeira, nº 44, no horário das 10:00h às 16:00, munidas de documento de identidade e CPF, para retirada das guias de pagamento da Taxa de Uso de Área Pública. O não comparecimento e a não comprovação de pagamento acarretarão a perda do ponto. A comprovação do pagamento deverá ser feita mediante cópia da taxa paga, impreterivelmente até às 16:00 horas do dia 13/04/2010 no mesmo local (Coordenação de Controle Urbano, situada à Praça da Bandeira, nº 44).

RELAÇÃO DOS CONTEMPLADOS NO DIÁRIO OFICIAL DO DIA 07/04