sábado, 21 de maio de 2011

Menos de 24 horas após prefeitura recolher 69 moradores de rua, 46 estavam nos mesmos locais




Publicada em 20/05/2011 às 23h56m
Athos Moura


Moradores de rua dormem na Central, um dos pontos onde a prefeitura fez operação na quinta-feira (Foto: Fernando Quevedo / Agência O Globo)

RIO - É como enxugar gelo. Menos de 24 horas depois de a Secretaria municipal de Assistência Social, com apoio da PM, retirar 69 moradores de rua na Central e nas imediações da Rodoviária Novo Rio, 46 pessoas podiam ser vistas dormindo na sexta-feira de madrugada nesses mesmos lugares. Além de recolher a população de rua, o objetivo da operação realizada pelo município na manhã de quinta-feira foi tentar diminuir a quantidade de usuários e traficantes de crack na região . O comandante do 5º BPM (Praça Harmonia), tenente-coronel Edilson de Morares, disse inclusive que a expectativa era que a quantidade de furtos de relógios, cordões e carteiras na área caísse. As pessoas recolhidas foram encaminhadas a abrigos da prefeitura.
Na madrugada de sexta-feira, a maioria dos moradores de rua foi encontrada por repórteres do GLOBO na Praça Procópio Ferreira, na Central. Ao todo 22 pessoas dormiam aglomeradas no chão. Na Rua Senador Pompeu, 14 pessoas estavam no entorno do Restaurante Popular Herbert de Souza (Betinho). Já na Avenida Rodrigues Alves, perto da Rodoviária Novo Rio, foram flagrados dez moradores de rua.

Para o secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, o saldo da operação feita prefeitura foi positivo. De acordo com o secretário, o maior problema é convencer os dependentes químicos a fazerem tratamento.

Estamos aumentando a frequência de ações nas ruas e, ao mesmo tempo, melhorando os abrigos. Vamos aumentar o número de vagas, de profissionais

- Não são só os viciados em crack. Mesmo os viciados em álcool não ficam nos abrigos. Mas estamos aumentando a frequência de ações nas ruas e, ao mesmo tempo, melhorando os abrigos. Vamos aumentar o número de vagas, de profissionais. Em todas as unidades, haverá psicólogos, pedagogos, nutricionistas, condições para o primeiro atendimento aos usuários de drogas - disse Bethlem.

Ele anunciou que na terça-feira a prefeitura vai inaugurar a Casa Viva, uma clínica que cuidará de adolescentes viciados em crack:

- Serão 30 vagas, com aparelhos de TV, de caraoquê e outros atrativos para que o espaço seja agradável para a permanência dos jovens.



FONTE: O GLOBO ONLINE

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Não aguentava mais", disse jovem que gravou agressão de pai a irmãos

Jornal do Brasil


O jovem de 17 anos que gravou o vídeo em que seu pai aparece agredindo seus irmãos de 7 e 8 anos no jardim de sua casa afirmou que decidiu fazer a filmagem para tentar pôr um fim às constantes violências. O caso aconteceu em Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo.

Veja o vídeo:


“Resolvi gravar o vídeo porque já era muito tempo que ele já batia nos meus irmãos, batia em mim. Aí chegou uma hora que eu cansei. Aí peguei e tive que gravar esse vídeo”, disse o adolescente.

As imagens mostram o pai chutando no corpo e na cabeça dos meninos. As agressões teriam acontecido no sábado, no quintal da casa onde moram, porque as crianças estavam brincando com frutas. Um dos meninos chega a se encolher para se proteger, mas o pai continua as agressões. Depois ele pega o outro menino, que começa a gritar.

O adolescente mostrou as imagens para um tio, que encaminhou o material para a polícia. No mesmo dia, o lavrador foi preso.

As crianças foram levadas ao Conselho Tutelar. De acordo com a polícia, o pai ameaçou de morte o filho adolescente que filmou a agressão. O delegado João Amarildo Valentin da Costa, titular da Delegacia da Mulher de Registro, onde o caso foi registrado, informou que o pai foi indiciado por violência doméstica, mas parentes pagaram a fiança de R$ 1 mil e ele foi solto na terça-feira.

A prisão preventiva do agressor já foi pedida. Ele teria histórico de violência e seria conhecido no meio policial da cidade, inclusive tendo passagem por receptação, agressão, porte ilegal de arma.


fonte : JB ONLINE

Superação de limites é palavra de ordem no Bope

Além do treinamento ostensivo para situações de conflito, os policiais contam com o apoio de uma psicóloga
Jornal do Brasil


Famoso depois da série de filmes Tropa de Elite, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar foi ainda mais elogiado depois da operação de retomada do Complexo do Alemão, em novembro de 2010. O sucesso da operação se deu pelo fato de os criminosos terem sido expulsos do local sem causar ao menos uma baixa na tropa.

Além do treinamento ostensivo para situações de conflito, os policiais contam com o apoio da psicóloga Bianca Sant’Anna Cirilo, responsável pelas instruções que incluem estímulo ao trabalho em grupo, controle emocional e à capacidade de superação. A preocupação com a saúde mental se dá desde o processo seletivo: a personalidade e as habilidades específicas de cada um são avaliadas para criar um perfil profissiográfico. A partir de testes de inteligência e habilidade específica, que aferem precisão, atenção e rapidez, é possível identificar que indivíduo se encaixa melhor em cada função.

Uma vez por mês, a psicóloga se reúne com as equipes da Unidade de Intervenção Tática – composta pelo grupo de retomada, os negociadores e os snipers – para debater distúrbios inerentes ao trabalho, como estresse. Episódios como o massacre de Realengo, que Bianca considera um acidente imprevisível, devido às características psicológicas do atirador, também são analisados durante as instruções.

O treinamento inclui até mesmo o estudo de práticas terroristas, situação pouco provável para a realidade brasileira, mas que ajudou os agentes do Bope na retomada do Complexo do Alemão.

- A doutrina clássica diz que não existe negociação com terroristas. Mas a partir desse comportamento, é possível avaliar cenários sociais delicados, em que a criminalidade dá uma resposta agressiva. Éimportante que a polícia esteja cada vez mais habilitada a lidar com esse tipo de situação. No dia da invasão, estive lá e vi agentes totalmente comprometidos com a missão. Muitos se esqueceram até mesmo da condição física para luar pelo ideal de recuperar a cidadania daquela população. A satisfação deles era visível e esse é um grande diferencial do policial do Bope, que tem uma relação quase terapêutica com seu trabalho. Minha função é dar retaguarda para que eles se sintam cada vez mais valorizados – acredita Bianca.

Treinamento para atingir excelência

A própria dinâmica do trabalho permite que os policiais tenham tempo para estudar as situações e desenvolver suas potencialidades, já que os episódios críticos não são frequentes. Por isso, Bianca acredita que não é preciso realizar um trabalho específico às vésperas de operações para a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora, por exemplo.

- A formação deles é muito ampla. Quando o policial vai para a rua, já tem embutido na sua atuação dois fatores no qual se baseia meu trabalho: a capacidade de ser flexível em situações de zero a 100 (que, no jargão do batalhão, quer dizer diferentes ambientes) e a própria valorização do agente. A auto-estima de grupo é muito estimulada, além disso, enfatizamos que o treinamento é a ferramenta para a perfeição. Eles têm consciência de que podem fazer a diferença, e isso facilita o alcance dessa excelência que desejamos - avalia.

Na polícia militar há nove anos, Bianca assumiu o cargo de psicóloga em 2008. A maior dificuldade foi se adaptar à realidade do batalhão e pesquisar os perfis criminais listados pelo FBI, a polícia americana, e as estratégias de guerra israelenses para aprender a negociar o resgate de reféns. Além disso, investiu em uma pós-graduação em Psicologia Jurídica, um mestrado em Saúde e Coletiva e, agora, trabalha numa pesquisa sobre os métodos utilizados pela tropa de elite, tema de sua tese de Doutorado.

- Meu intuito é fazer com que a população entenda que a negociação é uma prática que resgata a cidadania do outro. Estamos acostumados a pensar na polícia armada, que já entra atirando, mas essa não é a única forma de agir. Nosso posicionamento está mudando, porque entendemos que precisamos atuar em parceria com a população, investir num policiamento de proximidade. Nossas ações são baseadas na inteligência e a polícia existe para servir e proteger. Esses são os valores que estamos tentando resgatar, mas é preciso que a sociedade também esteja preparada para esta transformação – conclui a psicóloga.


fonte: JB ONLINE

Ecad repassou quase R$ 130 mil para falsário por autoria de trilhas sonoras; entre os lesados estão Sérgio Ricardo e Caetano Veloso



Plantão | Publicada em 25/04/2011 às 00h19m
André Miranda

Documentos comprovam que Milton Coitinho recebeu verba / Editoria de arte

Rio - Ninguém no Brasil ouviu falar em Milton Coitinho dos Santos, mas, de acordo com o sistema de músicas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), ele deveria ser um dos mais prolíferos e conhecidos autores de trilhas sonoras para cinema de que se tem notícia. Suas composições viriam de clássicos dos anos 1960 até comédias recentes deste século. Ele teria trabalhado com Glauber Rocha, José Mojica Marins e Anselmo Duarte. E, por essas supostas trilhas, foi recompensado. Em 2009, Coitinho recebeu R$ 33.364,87 de direitos autorais do Ecad. Em 2010, foram R$ 94.453,42. No total, o escritório pagou ao "compositor" R$ 127,8 mil pelas exibições de 24 filmes nos últimos dois anos. Só que Coitinho, na realidade, foi o autor de outro tipo de obra: ele representa a maior fraude já descoberta dentro do sistema de distribuição de direitos autorais do Ecad.

O esquema dos pagamentos irregulares começou a vir à tona em novembro do ano passado, de acordo com uma série de documentos e trocas de e-mails aos quais O GLOBO teve acesso. Na ocasião, a União Brasileira dos Compositores (UBC), uma das nove associações que compõem o Ecad, foi questionada sobre os direitos de Sérgio Ricardo em relação à trilha de "Deus e o diabo na Terra do Sol", filme de 1964, de Glauber Rocha. As composições da obra são de Ricardo e do próprio Glauber, mas a trilha foi registrada como de autoria de Coitinho na UBC em 28 de janeiro de 2009.

LEIA MAIS: Brasil abre consulta pública sobre mudança na Lei de Direito Autoral

- Isso é um roubo, é um crime. Imagino que algum funcionário oportunista pegue uma obra sem autor ou com o nome trocado e a registre em seu próprio nome - diz Sérgio Ricardo. - É uma mostra de como o direito autoral no Brasil é desorganizado. As informações são truncadas, nunca se sabe exatamente o que está sendo pago.

Desde 2009, então, trilhas são registradas em nome de Coitinho. Há obras de todos os gêneros e datas. Estiveram associadas a ele, por exemplo, músicas de "O pagador de promessas" (1962), de Anselmo Duarte; "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; "Finis hominis" (1971), de José Mojica Marins; "Feliz ano velho" (1987), de Roberto Gervitz; "Pequeno dicionário amoroso" (1997), de Sandra Werneck; e "O homem que desafiou o diabo" (2007), de Moacyr Góes.

Isso é um roubo, é um crime. Imagino que algum funcionário oportunista pegue uma obra sem autor ou com o nome trocado e a registre em seu próprio nome

Em todos, ele aparecia no sistema do Ecad tanto como compositor das obras como seu intérprete. Há casos, como no de "Romance" (2008), longa-metragem de Guel Arraes com trilha de Caetano Veloso, em que ele foi registrado como único autor das músicas. Em outros, os autores verdadeiros eram cadastrados com uma participação menor na trilha, para não levantar suspeitas. As músicas de "Casa da Mãe Joana", de Hugo Carvana, foram feitas por Guto Graça Mello. Mas, na ficha técnica do Ecad, Guto teria tido participação em apenas 1.350 segundos da trilha, enquanto 3.755 segundos seriam de Coitinho.

- Isso me parece um grande golpe de uma equipe. Eu acho que apareceu apenas a ponta de um iceberg. É muito dinheiro envolvido na distribuição de direito autoral no Brasil - afirma Guto.

Os valores pagos por cada filme variam de acordo com sua execução no ano. O rendimento em direito autoral das músicas para "Didi quer ser criança" (2004), de Alexandre Boury e Reynaldo Boury, por exemplo, foi de R$ 33 mil em 2010. Porém, 70% da trilha, de autoria de Mú Carvalho, foram inscritos como sendo de Coitinho.

- Até agora não me pagaram o que é devido. É engraçado como é mais fácil alguém inventar que fez uma música e receber o dinheiro da associação do que o verdadeiro compositor ter o que lhe é de direito - afirma Carvalho. - Sendo elegante, eu posso dizer que o sistema do Ecad é, no mínimo, falho.

O Ecad é o órgão responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil. A arrecadação é feita em rádios, emissoras de TV, casas de festas, blocos de carnaval, restaurantes, consultórios ou qualquer estabelecimento que toque música publicamente. Depois, o valor é distribuído para as nove associações que compõem sua estrutura, cabendo a elas o repasse para autores, herdeiros, editoras e intérpretes. Atualmente, o banco de dados do escritório conta com 2,3 milhões de obras musicais, 71 mil obras audiovisuais e 342 mil titulares de música.

Parte desse banco de dados está disponível para consulta na internet, num sistema chamado Ecadnet. Em entrevista ao GLOBO no início de março, Glória Braga, superintendente executiva do Ecad, explicou que o Ecadnet é um catálogo mais refinado das obras.

- Ali estão músicas nacionais codificadas para um projeto internacional. Elas têm códigos que sofrem validações variadas, refinamentos de tecnologia. São músicas cujas informações podem ser utilizadas em qualquer lugar do mundo com aqueles códigos. Aquilo é menor do que o banco de dados do Ecad. Outras músicas ficam no nosso banco de dados aguardando validação para que sejam postadas no banco de dados mundial. Aquele é um banco de dados refinado, depurado, sem maiores problemas - disse Glória.

Apesar disso, todas as músicas de Coitinho estavam, até domingo, no Ecadnet.

O Ecad cortou os repasses para Coitinho em janeiro e agora estuda uma maneira de processá-lo. O problema é encontrar o falsário - se é que ele existe. De acordo com Marisa Gandelman, diretora executiva da UBC, Coitinho registrou as trilhas sonoras no escritório da associação em Minas Gerais. Hoje, porém, não haveria informações sobre seu paradeiro. Em trocas de e-mails entre representantes de associações, falou-se que ele poderia ter ido para o exterior.

- Ele descobriu uma brecha e agiu de má fé. Qualquer sistema no mundo tem brecha. A própria ideia da autoria de obra artística depende da presunção da verdade do autor, o que já deixa a maior brecha de todas - explica Marisa. - O direito de autor no Brasil é automático, não carece de registro. No caso dos filmes, normalmente a ficha técnica é levada ao sistema com base num documento preparado pelo produtor. Quando a ficha não é catalogada, o dinheiro fica retido até aparecer um titular. O Coitinho se inscreveu como autor de filmes cujas fichas não foram providenciadas. Como não havia outra ficha, o problema não foi logo percebido. Mas só quem faz parte do sistema tem acesso a essas informações.

Como não existe um método de depósito de fonogramas, a gente não sabe se a obra existe mesmo ou se foi feito um cadastro de má fé. E as associações não checam os cadastros

Outra particularidade no registo autoral brasileiro é que cada uma das dez associações do Ecad tem modelos próprios para registro e não se exige do autor um fonograma da obra.

- Como não existe um método de depósito de fonogramas, a gente não sabe se a obra existe mesmo ou se foi feito um cadastro de má fé. E as associações não checam os cadastros - afirma Juliano Polimeno, diretor executivo da Phonobase, agência de música de São Paulo.

- Na Espanha, a associação Sgae determina que o cadastro de obra seja feito junto com o áudio. Além disso, fora do Brasil existe uma padronização no cadastro. Aqui, o Ecad não tem um padrão - afirma o advogado Daniel Campello Queiroz.

A revelação do esquema de Coitinho coincide com o debate sobre a reforma da Lei do Direito Autoral. Hoje, o projeto que foi preparado pela gestão anterior do Ministério da Cultura (MinC) volta para consulta pública, a fim de receber sugestões até 30 de maio. Diferentemente do que ocorreu em julho do ano passado, quando o MinC fez a primeira consulta, porém, os internautas não terão acesso às contribuições de terceiros.

Um dos pontos mais polêmicos da reforma está, justamente, na necessidade ou não de se criar um ente governamental fiscalizador do Ecad - atualmente, o escritório é autônomo.




fonte: O GLOBO ONLINE

O cão faz bem ao dono


Ayrton Mugnaini Jr., especial para o Yahoo! Brasil18 May 2011 02:05:44

Não faltam demonstrações do bem-estar que a convivência com pelo menos um cão faz ao ser humano – bem-estar não só emocional, mas também físico. Há poucas coisas melhores que chegar em casa e ser recepcionado por latidos de reconhecimento (é ótimo como cães “escutam” a presença do dono mesmo estando ele ainda do outro lado da rua), um rabo abanando, um cheiro na perna ou um pulo daqueles que fazem a glória de Dino, o cão-dinossauro dos Flintstones.

Tem ainda a atenção que ele presta quando lhe contamos nossos problemas ou prazeres – todos conhecemos alguma história de amigo que nos ajudou muito a resolver algum percalço só de ouvir atentamente quando lho contamos, e o cão é ideal para esse papel. Sem falar no bem que ele fez para a auto-estima e senso de responsabilidade de seus donos (pense em como é melhor e mais positivo passar horas interagindo com o peludo que, por exemplo, assistindo a filmes bobocas ou fuxicando ao telefone). Além disso, a mera presença de um ser vivo e eterno crianção, sempre pronto a, conforme as circunstâncias, ouvir, brincar ou passear, basta para diminuir boa parte da tensão emocional e até reduzir estresse e complicações devidas a problemas cardíacos.

Também não faltam provas cabais de tudo isso. Por exemplo, uma pesquisa científica feita na Suécia em 1991 e 1996 com exatamente 1649 crianças a partir de sete anos concluiu que as felizardas donas de animais de estimação desde o primeiro ano de vida estavam menos sujeitas a asma e rinite alérgica. Outro estudo similar feito nos EUA com 1246 crianças acompanhadas do nascimento aos 13 anos de idade concluiu em 2001 que “crianças morando em lares com um ou mais cães dentro de casa [ou seja, não simplesmente largados em quartinho ou quintal, mas realmente convivendo com os donos] desde o nascimento tiveram menos probabilidades de desenvolver respiração ofegante crônica do que as que não tinham cães dentro de casa” e “a exposição a cães na primeira infância pode prevenir o desenvolvimento de sintomas de asma, pelo menos em crianças de baixo risco sem histórico de asma na família”.

Outro estudo estadunidense, publicado em 1995, concluiu que “a posse de animais de estimação proporciona uma oportunidade de melhorar a saúde. Um bicho pode se tornar estímulo para fazer exercícios físicos, reduzir a ansiedade e proporcionar um foco externo de atenção. Animais de estimação são também uma fonte de contato e conforto físico e podem reduzir a solidão e a depressão, além de proporcionar um estilo de vida interessante. Embora as provas disponíveis estejam longe de ser consistentes, pode-se concluir que, em alguns casos, relacionamentos de longo prazo com animais podem moderar variáveis fisiológicas primárias, particularmente pressão sanguínea.” Agora veja o que é ainda mais interessante nesta pesquisa: “Os resultados se mostraram mais coerentes em estudos onde animais foram adotados pelos donos como parte do procedimento.” Resumindo numa só frase: adotar é tudo de bom... e mais um pouco.

Obviamente, aqui no Brasil também temos mais demonstração dos benefícios que os cães nos proporcionam. Que o diga a jornalista e musicista Rosa Freitag, que mora em São Paulo com a filha (Melanie, doze anos), o marido (Mário Faria, músico e advogado), uma gatinha vira-lata apanhada na rua há dois anos e uma bela dupla de Golden Retrievers, Jackie e seu filho Johnny. “Mário sempre chega em casa do trabalho e fica feliz com a recepção sempre animada dos dois”, conta Rosa. “Aliás, é só ficar dez minutos longe que eles recebem como se a pessoa estivesse desaparecida há dez anos...” Rosa lembra ainda dois outros grandes benefícios trazidos pela dupla: “Minha filha dorme tranquila sabendo que os dois cães estão montando guarda, e eu mesma tenho muita segurança graças à presença deles. E Melanie sempre se preocupa com a saúde deles... Se observa uma coceira ou tossida, fica preocupada como a mãe de uma criança.”

Isso mesmo: cães, além de sempre prontos a devolver o carinho e atenção que lhes damos, ajudam a desenvolver em seus donos mais jovens o já mencionado senso de responsabilidade – assunto de outro texto desta série!

Mas ... o saquê nasceu no Japão?

Não. Ele veio da China, há 7.000 anos e só chegou ao Japão no século III da nossa era. E de lá para cá, tornou-se a mais tradicional bebida alcoólica japonesa. Basicamente é feita de grãos de arroz e água, porque a água é o item mais importante para a produção do saquê.

E tendo-se uma boa água, nasce um bom arroz que, depois, é polido. null


No início, os produtores não conheciam técnicas apuradas de fermentação e o saquê era feito com pouco de álcool e água, em uma combinação que mais lembrava uma porção de mingau. Nessa época, "comia-se" o saquê dentro de uma tigela. Na verdade, tudo era o resultado de uma receita com pormenores um tanto repulsivos: mascava-se o arroz para fermentá lo com a saliva e depois cuspia-se em tachos para só então iniciar o preparo da bebida.

Graças aos sete deuses japoneses, no entanto, (os Bacos e Dionísios do saquê) o processo de mascar o arroz ficou obsoleto e foi substituído pelo koji-kin, um mofo com enzimas que converte o almidón da arroz em açúcar e que também se usa para fazer amazake, miso, natto e molho de soja.

Mas o saquê refinado só se tornou popular na segunda metade do século XVIII, Período Edo – que representa um capítulo da história do Japão e vai de 1603 a 1868.

E só no século XX, a tecnologia de preparação de saquê chegou ao produto que conhecemos hoje. Ou alguns deles, porque em 1904, o Instituto de Investigação de Fabricação de Saquê decidiu regulamentar o seu fabrico e criar uma espécie de DOC do saquê.

O japonês tradicional toma o saquê "ordinário" quente e os do tipo premium, frios ou gelados.

Atualmente, diversas regiões do Japão produzem o saquê, mas a região que tem a fama de fabricar o melhor de todos é o distrito de Fushimi, em Kyoto. Existem hoje cerca de 1.600 fabricantes de saquê no Japão. E em Tóquio há o museu do saquê.


fonte: JB ONLINE

Evangélicos tentam anular decisão do STF sobre união homoafetiva

Portal TerraAna Cláudia Barros
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A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) começa a articular investida para tentar anular os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à união homoafetiva. O grupo está colhendo assinaturas e vai apresentar um requerimento para a convocação de uma comissão geral no plenário da Câmara dos deputados, objetivando discutir o assunto.

No último dia 5, a corte máxima da Justiça brasileira decidiu, por 10 votos a zero, reconhecer a união homossexual estável como unidade familiar. Na prática, ela foi equiparada à relação estável entre homem e mulher, permitindo que direitos e deveres comuns aos casais heterossexuais sejam estendidos aos casais do mesmo sexo. Conquista para o movimento gay, desconforto para os segmentos religiosos mais conservadores.

- Achamos que o remédio para isso é o Parlamento aprovar um projeto de decreto legislativo, com fundamento na Constituição Federal, que diz caber ao Parlamento zelar pela sua competência. O remédio que tem é sustar, através do decreto legislativo, os efeitos dessa decisão (do Supremo). Agora, se a Casa terá esse mesmo entendimento e irá aprovar, evidentemente, depende de um debate a partir da apresentação desse projeto. Esta é a nossa disposição - adiantou o presidente da FPE, deputado João Campos (PSDB-GO).
Supremo reconheceu por dez votos a zero a união estável entre casais do mesmo sexoSupremo reconheceu por dez votos a zero a união estável entre casais do mesmo sexo

Na avaliação dele, o Supremo vem praticando um "ativismo judicial perigoso", invadindo a e atropelando a competência do Legislativo.

- Isso é muito ruim para o Estado Democrático de Direito, pois ofende o princípio da separação de poderes, fere o princípio do equilíbrio entre os poderes. O Judiciário não tem legitimidade democrática para alterar nenhuma norma. Ele pode interpretar. Em alguns casos, como o da união homoafetiva, como o da fixação do quantitativo das câmaras de vereadores, como o da fixação das regras para o uso de algemas, o Judiciário não interpretou lei nenhuma, mas legislou. Isso é um absurdo. É como se o Parlamento, em nome da demora do poder Judiciário, avocasse processos aqui para que nós pudéssemos dizer a sentença.

Sobre as críticas de que o STF teria sido impelido a se posicionar em relação à união estável homoafetiva diante da suposta inércia, do vácuo deixado pelo Legislativo, rebate:

- Esse argumento é falacioso. Se a própria Constituição e o Código Civil criaram uma regra, que, do meu ponto de vista, não cabe nem interpretação de tão clara que é, não há vácuo. Outro argumento que os ministros do Supremo utilizaram foi o da demora do Parlamento em deliberar. Onde é que está escrito que, quando o Parlamento demora a decidir por que a sociedade não constituiu dentro dele uma maioria acerca daquele assunto, outro poder tem que decidir? Se o argumento da demora vale para o Judiciário, então, vale para o Legislativo em relação ao Judiciário. Então, nós poderíamos alocar o processo do mensalão, que está quase prescrevendo sem que o Judiciário se pronuncie, e dizermos a sentença. Isso não tem cabimento - provoca.

"Kit gay"

O material do projeto "Escola sem Homofobia", elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para ser distribuído em colégios da rede pública, também vai receber marcação cerrada dos religiosos.

Segundo João Campos, que participou na quarta-feira (19) da reunião entre deputados evangélicos, católicos e o ministro Fernando Haddad, ficou acertado que a Frente Parlamentar Evangélica, a Frente Parlamentar da Família e a bancada católica irão compor uma comissão para examinar o material, que recebeu a pecha de "kit gay".

- Esta comissão será nossa interlocução com o MEC. Ela, em nosso nome, irá examinar o conteúdo do kit, que não será aprovado antes de ser avaliado pela comissão. A ideia é verificar se há excessos sob nossa visão.

O deputado afirma que, se forem atendidas todas as exigências da comissão, não há objeção quanto à aprovação do material anti-homofobia. Entretanto, pondera em tom de crítica:

- Se ele se adequar àquilo que achamos razoável do ponto de vista pedagógico, não há por que ter objeção. Só achamos que o governo, ao invés de fazer um material que previna preconceito, discriminação a gays, deveria elaborar um material que pudesse prevenir preconceito, violência contra qualquer pessoa. Por que um material apenas para este segmento?

Ele confronta a ideia de que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais seriam mais vulneráveis à violência em razão da intolerância.

- A sociedade brasileira não é intolerante, preconceituosa. Graças a Deus, as ocorrências de intolerância em relação a preconceitos são muito pontuais. Pela nossa formação, essa miscigenação que ocorreu no Brasil, somos uma síntese da sociedade mundial. Mas o que parece é que o governo brasileiro e o movimento homossexual querem vender para o mundo que a sociedade brasileira é intolerante. Querem criminalizar condutas, oferecer toda uma estrutura de governo para enfrentar a intolerância. Se for assim, teremos que criar um plano nacional de cidadania para os religiosos, para os ciganos, daí por diante, com a mesma linha, com a mesma estrutura, o mesmo financiamento do voltado para o movimento homossexual.

Na interpretação dele, as estatísticas sobre crimes motivados por homofobia no Brasil não encontram paralelo com a realidade.

- Todos nós somos contra a violência. Isso é base, fundamento do cristianismo. Mas há dados hoje que nos preocupam. Não batem. Tem situações em que o homossexual foi vítima de uma lesão corporal, um homicídio, mas não por homofobia. Foi um desentendimento numa boate etc. Aí, colocam tudo isso numa estatística como se fosse homofobia. É como se colocássemos todos os religiosos que foram vítimas de violência num determinado mês e falássemos que a motivação foi religiosa. Há dados que indicam que os maiores algozes do homossexual são os próprios parceiro deles. Se o autor é o companheiro, certamente a motivação não é homofobia.

Vazamento

Durante a reunião com parlamentares católicos e evangélicos, o ministro da Educação, Fernando Haddad, negou que alguns materiais em circulação, atribuídos ao kit anti-homofobia, tenham sido aprovados pelo MEC.

- O ministro disse que o governo contratou uma empresa para elaborar o material, que só agora o apresentou ao ministério. Segundo ele, houve um vazamento. Nós estamos presumindo que o vazamento partiu da empresa contratada. Aí, o nosso questionamento, como uma empresa contratada pelo governo para elaborar um material dessa natureza, se antecipa e coloca na mídia? Queremos que seja apurada a responsabilidade. Senão, vamos concluir que houve concordância, aquiescência do governo. Mas independentemente de ele ter concordado, vamos fazer uma representação para que isso aconteça - avisa.


fonte: JB ONLINE

Facebook adiciona novos recursos técnicos para reduzir pornografia infantil - Celular e Tecnologia - Extra Online

Facebook adiciona novos recursos técnicos para reduzir pornografia infantil - Celular e Tecnologia - Extra Online:
O Globo


RIO - O Facebook, maior site de compartilhamento de fotos na internet, afirmou que começou a utilizar a tecnologia PhotoDNA no combate a pornografia infantil. O software foi desenvolvido pelo Microsoft Research e doado ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas dos EUA em dezembro de 2009, diz o 'The New York Times'.

Nesta quinta-feira, a rede social informou ao jornal americano que o início das atividades ajudará a monitorar o envio de imagens ilegais (entre as 200 milhões de fotos postadas diariamente) e retirar o conteúdo impróprio do ar.

Atualmente, as imagens ilegais de menores de 12 anos em situação de abuso sexual são apagadas por uma equipe de funcionários do Facebook, com base nas denúncias feitas pelos usuários. O uso do PhotoDNA vai acelerar e o otimizar o processo.

- Nossa esperança e crença é de que o Facebook seja apenas a primeira de muitas (companhias a usar o software) - disse Ernie Allen, presidente-executivo do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos EUA. - Os serviços on-line vão se tornar um lugar hostil para pornografia infantil e para os pedófilos - afirmou.

A tecnologia PhotoDNA foi desenvolvida por Hany Farid, um dos principais especialistas em imagem digital da Microsoft, para ajudar instituições a obter cópias ocultas de imagens de exploração sexual infantil na internet, que são encaminhadas para a polícia em busca identificar os autores e também as vítimas do abuso.

Segundo a Microsoft, o PhotoDNA foi refinado para rastrear fotos, mesmo que tenham sido alteradas de forma significativa. O sistema funciona sobre o “robust hashing” que cruza características semelhantes em diferentes fotos, com precisão de 99,7%, disparando alarme falso apenas uma vez em cada dois bilhões de consultas.

Na próxima sexta-feira, o Facebook fará a transmissão on-line de um evento sobre o tema para explicar a iniciativa.

– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Médicos norte-americanos pedem 'morte' de Ronald McDonald




Rio - Em uma carta aberta publicada nesta quinta-feira em grandes jornais dos EUA, médicos pedem a aposentadoria de Ronald McDonald. A iniciativa foi tomada baseada em estudo da Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International), atestar que um terço das crianças norte-americanas estão obesas, e uma em cada três, tem grandes chances de ter diabetes por conta de Fast Food.
Foto: Reprodução
Médicos pedem que palhaço símbolo da marca não seja mais usado em propagandas | Foto: Reprodução Internet

De acordo com o estudo, o marketing é um problema significativo, pois ele induz as crianças a comerem a comida gordurosa. Na carta divulgada pelo Preventative Medicine at Rush Medical College, o presidente do instituto pede o fim de Ronald. "Pare de fazer a próxima geração doente. Aposente o Ronald e o resto de seu marketing de junk food para crianças", disse Dr. Steven K. Rothsochilf.

Para os médicos, outro vilão é o brinde que acompanha os lanches. A carta ainda pede que a rede de fast food pare com a publicidade de alimentos ricos em sal, gordura e açúcar para as crianças.

A possível "morte" do Ronald McDonald é o assunto mais comentado no Twitter, sendo o líder do trending topics.



fonte: O DIA ONLINE

2012 É JÁ...


Não esqueça "votar é algo sério, ao votar você escolhe politicos que vão ditar os rumos de nossa cidade, tenha sempre em mente "o politico não me escolhe, eu é que escolho o politico" , o RIO DE JANEIRO é maravilhoso, não vamos escolher o politico por seu rosto bonitinho ou suas roupas, mas por suas propostas sérias , que a longo prazo traga beneficios para nossa cidade , lembre que durante quatro anos ele vai estar lá, ao escolher um candidato será a melhoria do nosso dia a dia que vai estar em jogo, "pesquisar" escolher aquele que vá fazer diferença,afinal estamos assistindo a todo momento politicos fazendo ao contrário do que foi prometido na eleição passada,não se engane mais,chega de blá,blá,blá,nosso dia a dia é feito de realidade,não de promessas.

NÃO ESQUEÇA AS ELEIÇÕES DE 2012 JÁ COMEÇARAM,VAMOS PENSAR,ANALISAR,E MEDIR BEM QUEM REALMENTE VÁ MERECER NOSSO VOTO,CHEGA DE VOTAR ERRADO E FICAR LAMENTANDO DEPOIS.


Leila da Lapa