O DIA ONLINE - RIO - Manifestantes podem pegar até 34 anos de prisão:
Motim no Quartel-Central derruba comando dos bombeiros e 439 são presos
Rio - Depois de mais de 13 horas de motim no Quartel-Central dos bombeiros, na Praça da República, o governador Sérgio Cabral exonerou o comandante da corporação, coronel Pedro Machado, substituído pelo ex-subsecretário municipal de Defesa Civil do Rio coronel Sérgio Simões.
>> FOTOGALERIA: Confira imagens exclusivas da invasão dos manifestantes
>> LEIA MAIS: Grávida perde bebê durante manifestação dos Bombeiros
Dos mais de mil que invadiram o QG sexta-feira à noite, 439 militares foram presos e responderão por quatro crimes: motim, dano ao aparelhamento militar (carros e mobiliário), dano a estabelecimento (quartel) e inutilização do meio destinado a salvamentos (impedir que carros saíssem para socorro).
Os detidos estão sujeitos a pena de 10 a 34 anos de prisão. “Eles agiram contra a própria instituição. (...) São vândalos irresponsáveis. Não há negociação”, afirmou duramente ontem Sérgio Cabral, que atribuiu motivação política à ação dos manifestantes.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
“Esses vândalos se deixaram levar por discurso messiânico barato. Tenho informações de que são apoiados por políticos que já passaram pelo governo e não fizeram nada”, acusou, sem citar nomes, mas em referência clara ao ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR). Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que os bombeiros detidos já foram substituídos e que todas as unidades funcionam normalmente. O QG teve segurança reforçada.
De madrugada, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, pediu a rendição dos amotinados. Sem sucesso. Algumas horas depois, dois helicópteros sobrevoavam o QG e tropas de elite (Bope) e de choque (BPChoque), da PM, explodiram o portão dos fundos e também entraram pelo telhado do quartel.
Houve confronto com bombeiros, acompanhados de mulheres e filhos. A PM usou tiros de festim e gás lacrimogêneo. No tumulto, crianças, entre elas uma de 1 ano, foram atingidas pelo gás. Cléia Valéria Menegheli, 26, grávida de três meses, passou mal e abortou. “Disseram que não houve morto no confronto. Mas meu bebê morreu”, disse o marido, o guarda-vidas Túlio Ancelmo Menegheli.
Um bombeiro foi detido com arma de fogo, e cápsulas de fuzil foram encontradas. A PM apura quem disparou. “Ouvimos disparos e optamos por entrar com algumas armas letais”, disse Mário Sergio. Antes, o comandante do BPChoque, coronel Waldyr Soares Filho, fora ferido por manifestantes com machado. Ele teve a mão quebrada.
Uma hora após o Bope entrar, 20 micro-ônibus e ônibus levaram os rebelados ao Batalhão de Choque. Depois, foram transferidos para a Corregedoria da PM, em São Gonçalo.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Manifestação deixa rastro de destruição
Saques de alimentos, 13 carros danificados — alguns por perfurações de balas —, além de bebedouros, lixeiras, cadeiras e mesas destruídos. Esses foram alguns dos danos, segundo o Corpo de Bombeiros, deixados pelos manifestantes durante a invasão ao Quartel Central.
Na lista de prejuízo ao patrimônio da instituição, estão ainda sete portas arrombadas, um vaso de planta quebrado e uma geladeira, que foi virada por manifestantes para servir como barricada.
Os portões de acesso ao estacionamento, a parte lateral e aos fundos do museu tiveram os cadeados quebrados pelos manifestantes. O vidro da janela do refeitório central ficou estilhaçado.
Parentes de presos fazem vigília
Durante todo o dia, parentes dos manifestantes fizeram vigília em frente à Corregedoria da PM, em São Gonçalo, onde estava o grupo. Eles reclamaram que, até as 17h, ainda não havia sido servido almoço para os bombeiros, só frutas e biscoitos. A Comissão de Direitos Humanos da OAB esteve no local e apura as denúncias.
Até o fim da noite, a definição que foi acordada com a cúpula da Segurança Pública era que líderes do movimento e oficiais presos seriam levados para o Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão. Os demais detidos seriam transferidos para a unidade-escola da corporação em Jurujuba, Niterói. Lá, ficariam num ginásio, onde seriam colocadas camas. As cinco mulheres presas ficarão em diferentes unidades.
Cronologia
SEXTA-FEIRA
19h30
439 bombeiros invadem o QG na Praça da República.
SÁBADO
Durante a madrugada, saqueiam comida do quartel e dormem sobre mochilas e faixas de protesto. Mulheres e crianças participam.
2h50
Tropa de Choque da PM chega ao QG. Policiais se posicionam atrás dos carros que faziam barreira de isolamento na entrada principal. Comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, discursa e pede a rendição dos manifestantes.
6h10
Bope invade quartel, explodindo portão dos fundos, na Rua do Senado. Com apoio do BPChoque, usa tiros de festim, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Bope também usa escada sobre caveirão para entrar.
8h
Manifestantes começam a ser levados do Quartel do BPChoque.
11h30
Deixam o BPChoque e vão para a Corregedoria da PM, em São Gonçalo.
13h
Cabral anuncia exoneração do comandante-geral dos bombeiros. Seu sucessor é o coronel Sérgio Simões.
Reportagens: Alessandra Horto, Christina Nascimento, Isabel Boechat, Marcello Victor e Pedro de Figueiredo
– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"
domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
'Cracolândia é pior que holocausto', diz juíza sobre internação compulsória
Redação SRZD | Rio+ | 02/06/2011 19h31
A juíza titular da 1ª Vara da Infância e Juventude, Ivone Caetano, explicou nesta quinta-feira sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas que são acolhidos em operações da prefeitura do Rio. "Não existe direito ilimitado, a não ser o direito à vida. Nesta decisão estamos preservando o direito à vida". A juíza se reuniu com promotoras do Ministério Público e com o secretário municipal de Assistência Social.
De acordo com o "G1", ela disse que não se pode esperar as crianças morrerem. "A cacrolândia é pior que o holocausto. Espero não ver uma geração de mortos-vivos". Segundo Rodrigo Betlhem, a prefeitura aumentou o orçamento de R$ 15 milhões para R$ 23 milhões para abrir mais vagas.
Elaborado pela Subsecretaria de Proteção Social Especial da SMAS, o protocolo visa uma ação uniforme nos processos de acolhimento, atendimento e acompanhamento da população em situação de rua. Dentre as principais inovações do novo protocolo está decisão de internar compulsoriamente as crianças e adolescentes que, na avaliação de especialistas, estiverem comprometidas com o uso do crack e outras drogas psicoativas.
Outro destaque é a resolução de que crianças e adolescentes acolhidos no período noturno, não poderão sair dos abrigos até o dia seguinte. Além disso, fica estipulado que todas as crianças e adolescentes acolhidos deverão ter os responsáveis identificados, e o Conselho Tutelar e as Varas da Infância comunicados.
FONTE: BLOG SRZD
A juíza titular da 1ª Vara da Infância e Juventude, Ivone Caetano, explicou nesta quinta-feira sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas que são acolhidos em operações da prefeitura do Rio. "Não existe direito ilimitado, a não ser o direito à vida. Nesta decisão estamos preservando o direito à vida". A juíza se reuniu com promotoras do Ministério Público e com o secretário municipal de Assistência Social.
De acordo com o "G1", ela disse que não se pode esperar as crianças morrerem. "A cacrolândia é pior que o holocausto. Espero não ver uma geração de mortos-vivos". Segundo Rodrigo Betlhem, a prefeitura aumentou o orçamento de R$ 15 milhões para R$ 23 milhões para abrir mais vagas.
Elaborado pela Subsecretaria de Proteção Social Especial da SMAS, o protocolo visa uma ação uniforme nos processos de acolhimento, atendimento e acompanhamento da população em situação de rua. Dentre as principais inovações do novo protocolo está decisão de internar compulsoriamente as crianças e adolescentes que, na avaliação de especialistas, estiverem comprometidas com o uso do crack e outras drogas psicoativas.
Outro destaque é a resolução de que crianças e adolescentes acolhidos no período noturno, não poderão sair dos abrigos até o dia seguinte. Além disso, fica estipulado que todas as crianças e adolescentes acolhidos deverão ter os responsáveis identificados, e o Conselho Tutelar e as Varas da Infância comunicados.
FONTE: BLOG SRZD
Bares mostram criatividade reinventando o bom e velho bolinho
Um dos petiscos preferidos do carioca ganha novos sabores nas mãos dos cozinheiros de botequim
POR PEDRO LANDIM
Rio - Na primeira mordida, a cobertura crocante. A segunda descobre o recheio. Aromas liberados, gotinha de pimenta e a terceira, de olhos fechados. Um gole antes da derradeira e já pensamos no próximo. Nada de garfo e faca: o suprassumo da cozinha carioca de boteco cabe entre dois dedos e é conhecido pelo nome de bolinho. O sambista Dudu Nobre, por exemplo, chegou festejando a dieta que o fez recuperar a boa forma, mas perdeu a linha ao levar à boca o bolinho de arroz do Bar do Momo, na Tijuca.
“Esse bolinho aqui é ‘o bicho’, o de arroz é tudo. Daquelas coisas que só mesmo no Rio. O que tem aqui dentro?”, perguntou, petiscando antes de seu show semanal na Lapa. No caso, tem queijo, linguiça, salsinha e “um creminho especial”, como informa Toninho, um dos donos do prendado boteco tijucano.
A pergunta de Dudu procede no cenário atual, onde cozinheiros aliam criatividade e técnica para surpreender — incluindo potinhos de molhos saborosos.
No Pontapé Beach, na Ilha do Governador, a novidade une Brasil e Portugal: os bolinhos de leitão. O bicho é temperado em vinho, limão e pimentas, assado e desfiado dentro do bolinho, servido com o próprio molho da marinada. “É uma viagem, fui a Lisboa e os rissoles de leitão estão na moda por lá”, conta Rose Coelho, cozinheira de mão cheia que criou também o bolinho de arroz de pato, com molho de laranja.
E o que dizer do popular P.F., o ‘prato feito’, encolhido até virar bolinho? Coisas de Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, famosa pela ‘invenção’ dos bolinhos de feijoada.
“O ‘Peéfinho’ tem arroz, feijão e um ovo de codorna, servido com molho de carne moída”, explica a quituteira. “Bolinho é o petisco do carioca, rápido e prático, de pegar um e sair comendo pela rua”, comenta. Pois escolha o seu e faça a festa, entre os 10 especialmente selecionados de Norte a Sul do Rio.
- AIPANA
Num bar de cozinha irresistível, tem aipim e banana na massa, com recheio de linguiça e couve. R$ 3,50 a unidade.
Da Gema. Rua Barão de Mesquita 615, loja C/D (2208-9414). Ter e qua, das 17h à meia-noite. Qui, das 17h à 1h. Sex, das 17h às 2h. Dom e fer, das 12h às 21h. Cc: Todos.
- ARROZ NEGRO E MAR
O bar imperdível de Piratininga tem bolinho crocante de arroz negro e frutos do mar (camarões, mexilhões, lulas...). R$ 15, porção com 4.
Granel. Av. Almirante Tamandaré 184, Piratininga, Niterói (2619-4968). Ter a qui, das 18h à meia-noite. Sex e sáb, das 18h à meia-noite. Dom, das 12h às 18h. Cc: Mastercard, Visa e American.
- BOLINHO DE ARROZ
Bolinhos fartos e baratos como o de arroz que Dudu Nobre adorou, e virou mania entre os ‘botequeiros’ da cidade. R$ 2 a unidade.
Bar do Momo. Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca (2570-9389). Seg a sex, das 6h à 1h. Sáb, das 6h às 23h. Dom, das 6h às 20h. Cc: Nenhum.
- BOLINHO DA ALAÍDE
Aipim, camarão, Catupiry e as mãos da cozinheira Alaíde fazem do clássico um patrimônio do Rio. R$ 3,60 a unidade.
Chico e Alaíde. Rua Dias Ferreira 679, Leblon (2512-0028). Diariamente, das 10h à meia-noite. Cc: Todos.
- BENDITHO BAIÃO
Com feijão de corda, carne seca, queijo coalho e temperos, vem com manteiga de garrafa. R$ 18, porção com 4.
Benditho Bar. Rua Baltazar Lisboa 47, Tijuca (2208-2346). Ter a dom, das 11h à 1h. Cc: Mastercard e Visa.
- BOLINHO PEÉFINHO
Kátia lança resumo do ‘Prato Feito’, que tem ovo de codorna e não pode ser congelado, tem que ser feito na hora, a cada dia. R$ 20, porção com 6.
Aconchego Carioca. Rua Barão de Iguatemi 379, Praça da Bandeira (2273-1035). Dom e seg, das 12h às 18h. Ter a sáb, das 12h à 23h. Cc: Mastercard, Visa e Diners.
- CARIOCA ATREVIDO
Paulette acertou com feijão com linguiças por dentro, arroz empanando e purê de abóbora ao lado. R$ 15, porção com seis.
Petit Paulette. Rua Barão de Iguatemi 408, Praça da Bandeira (2502-2649). Seg a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, da 12h às 20h. Apenas cartões de débito.
- BOLINHO DE LEITÃO
Arroz de pato e leitão viraram bolinhos, e podem vir em porção mista, com os molhos: laranja e porco no vinho. R$ 21, porção com seis.
Pontapé Beach.
Praia da Ribeira 63, Ribeira, Ilha do Governador (3495-2285). Ter a sex, das 18h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. Cc: Todos.
- CHARUTO CARNE SECA
Carne seca virou croquete, com copinho de cachaça e molho de laranja e pimenta biquinho. R$ 25, porção com 4.
Armazém São Thiago. Rua Áurea 26, Santa Teresa (2232-0822). De seg a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Cc: Todos.
- ARROZ DE PUTA
Nome forte e sabor tremendo. Bolinho de arroz com carne seca, bacon e outros. Vem com molho de mostarda e caramelo de calda de pudim. R$ 16, porção com 6.
Bar da Frente. Rua Barão de Iguatemi 388, Praça da Bandeira (2502-0176). Ter a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 18h. Cc: Mastercard e Visa.
fonte: O DIA ONLINE
POR PEDRO LANDIM
Rio - Na primeira mordida, a cobertura crocante. A segunda descobre o recheio. Aromas liberados, gotinha de pimenta e a terceira, de olhos fechados. Um gole antes da derradeira e já pensamos no próximo. Nada de garfo e faca: o suprassumo da cozinha carioca de boteco cabe entre dois dedos e é conhecido pelo nome de bolinho. O sambista Dudu Nobre, por exemplo, chegou festejando a dieta que o fez recuperar a boa forma, mas perdeu a linha ao levar à boca o bolinho de arroz do Bar do Momo, na Tijuca.
“Esse bolinho aqui é ‘o bicho’, o de arroz é tudo. Daquelas coisas que só mesmo no Rio. O que tem aqui dentro?”, perguntou, petiscando antes de seu show semanal na Lapa. No caso, tem queijo, linguiça, salsinha e “um creminho especial”, como informa Toninho, um dos donos do prendado boteco tijucano.
A pergunta de Dudu procede no cenário atual, onde cozinheiros aliam criatividade e técnica para surpreender — incluindo potinhos de molhos saborosos.
No Pontapé Beach, na Ilha do Governador, a novidade une Brasil e Portugal: os bolinhos de leitão. O bicho é temperado em vinho, limão e pimentas, assado e desfiado dentro do bolinho, servido com o próprio molho da marinada. “É uma viagem, fui a Lisboa e os rissoles de leitão estão na moda por lá”, conta Rose Coelho, cozinheira de mão cheia que criou também o bolinho de arroz de pato, com molho de laranja.
E o que dizer do popular P.F., o ‘prato feito’, encolhido até virar bolinho? Coisas de Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, famosa pela ‘invenção’ dos bolinhos de feijoada.
“O ‘Peéfinho’ tem arroz, feijão e um ovo de codorna, servido com molho de carne moída”, explica a quituteira. “Bolinho é o petisco do carioca, rápido e prático, de pegar um e sair comendo pela rua”, comenta. Pois escolha o seu e faça a festa, entre os 10 especialmente selecionados de Norte a Sul do Rio.
- AIPANA
Num bar de cozinha irresistível, tem aipim e banana na massa, com recheio de linguiça e couve. R$ 3,50 a unidade.
Da Gema. Rua Barão de Mesquita 615, loja C/D (2208-9414). Ter e qua, das 17h à meia-noite. Qui, das 17h à 1h. Sex, das 17h às 2h. Dom e fer, das 12h às 21h. Cc: Todos.
- ARROZ NEGRO E MAR
O bar imperdível de Piratininga tem bolinho crocante de arroz negro e frutos do mar (camarões, mexilhões, lulas...). R$ 15, porção com 4.
Granel. Av. Almirante Tamandaré 184, Piratininga, Niterói (2619-4968). Ter a qui, das 18h à meia-noite. Sex e sáb, das 18h à meia-noite. Dom, das 12h às 18h. Cc: Mastercard, Visa e American.
- BOLINHO DE ARROZ
Bolinhos fartos e baratos como o de arroz que Dudu Nobre adorou, e virou mania entre os ‘botequeiros’ da cidade. R$ 2 a unidade.
Bar do Momo. Rua General Espírito Santo Cardoso 50, Tijuca (2570-9389). Seg a sex, das 6h à 1h. Sáb, das 6h às 23h. Dom, das 6h às 20h. Cc: Nenhum.
- BOLINHO DA ALAÍDE
Aipim, camarão, Catupiry e as mãos da cozinheira Alaíde fazem do clássico um patrimônio do Rio. R$ 3,60 a unidade.
Chico e Alaíde. Rua Dias Ferreira 679, Leblon (2512-0028). Diariamente, das 10h à meia-noite. Cc: Todos.
- BENDITHO BAIÃO
Com feijão de corda, carne seca, queijo coalho e temperos, vem com manteiga de garrafa. R$ 18, porção com 4.
Benditho Bar. Rua Baltazar Lisboa 47, Tijuca (2208-2346). Ter a dom, das 11h à 1h. Cc: Mastercard e Visa.
- BOLINHO PEÉFINHO
Kátia lança resumo do ‘Prato Feito’, que tem ovo de codorna e não pode ser congelado, tem que ser feito na hora, a cada dia. R$ 20, porção com 6.
Aconchego Carioca. Rua Barão de Iguatemi 379, Praça da Bandeira (2273-1035). Dom e seg, das 12h às 18h. Ter a sáb, das 12h à 23h. Cc: Mastercard, Visa e Diners.
- CARIOCA ATREVIDO
Paulette acertou com feijão com linguiças por dentro, arroz empanando e purê de abóbora ao lado. R$ 15, porção com seis.
Petit Paulette. Rua Barão de Iguatemi 408, Praça da Bandeira (2502-2649). Seg a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, da 12h às 20h. Apenas cartões de débito.
- BOLINHO DE LEITÃO
Arroz de pato e leitão viraram bolinhos, e podem vir em porção mista, com os molhos: laranja e porco no vinho. R$ 21, porção com seis.
Pontapé Beach.
Praia da Ribeira 63, Ribeira, Ilha do Governador (3495-2285). Ter a sex, das 18h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. Cc: Todos.
- CHARUTO CARNE SECA
Carne seca virou croquete, com copinho de cachaça e molho de laranja e pimenta biquinho. R$ 25, porção com 4.
Armazém São Thiago. Rua Áurea 26, Santa Teresa (2232-0822). De seg a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Cc: Todos.
- ARROZ DE PUTA
Nome forte e sabor tremendo. Bolinho de arroz com carne seca, bacon e outros. Vem com molho de mostarda e caramelo de calda de pudim. R$ 16, porção com 6.
Bar da Frente. Rua Barão de Iguatemi 388, Praça da Bandeira (2502-0176). Ter a sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 18h. Cc: Mastercard e Visa.
fonte: O DIA ONLINE
Conheça os prós e contras em cada xícara de café
Plantão | Publicada em 02/06/2011 às 11h22m
O Globo
Uma xícara de café pode reduzir a pressão arterial, mas pode diminuir o sono. Foto de arquivo
RIO - O brasileiro consumiu em média 4,81 kg de café no ano passado, equivalente a 81 litros por pessoa, segundo dados do Ministério da Agricultura. O maior nível de consumo em 45 anos pode ser também uma boa notícia para a saúde: segundo pesquisadores suecos, as mulheres que bebem cinco ou mais xícaras de café por dia podem estar se protegendo do tipo mais agressivo de câncer de mama. Com tantas pesquisas apontando benefícios e riscos da bebida, fizemos uma lista das últimas descobertas por dose de café.
UMA XÍCARA
De acordo com um estudo grego feito com 485 pessoas entre 65 anos e 100 anos, uma xícara de café por dia pode reduzir a pressão arterial. Os pesquisadores acreditam que a dose diária relaxa as paredes das artérias por causa dos antioxidantes que aumentam a produção de óxido nítrico. A mesma dose pode melhorar o funcionamento cerebral: pesquisadores da Universidade de Bristol estudaram 600 pessoas e descobriram que os que tomavam uma xícara de café por dia tiveram melhor desempenho em testes mentais do que os que não tomavam ou preferiam descafeinados. MAS esta xícara durante o dia pode tirar o sono, segundo a Associação Dietética Britânica: a cafeína demora oito horas para ser removida do organismo.
DUAS XÍCARAS
Em pesquisas com animais, pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que esta dose diária (cerca de 200 mg de cafeína) pode prevenir a perda de proteínas do cérebro relacionadas à perda de memória e, portanto, ao Alzheimer. Beber duas xícaras de café meia hora antes dos exercícios também pode melhorar a performance por fornecer mais energia, já que estimula a produção de ácidos graxos que usamos como combustível, segundo estudo publicado no "International Journal of Sports Medicine". MAS grávidas devem limitar o consumo a esta dose porque a cafeína faz com que o corpo libere hormônios de estresse, como cortisol e adrenalina, que podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
TRÊS XÍCARAS
A ingestão dessa dose pode reduzir os riscos de câncer de ovário em 20%, segundo dados publicados em 2008 em uma revista médica especializada em câncer. Já os homens têm 40% menos risco de desenvolver cálculos biliares. Os pesquisadores acreditam que a cafeína estimula contrações na vesícula ajudando a mover pedras pequenas antes que virem um problema. MAS uma quantidade maior que três xícaras por dia aumenta os riscos de ataque cardíaco. E cientistas da Universidade de Lund, em Estocolmo checaram à conclusão, após entrevistar 300 mulheres, que três xícaras de café ao dia ajudam a encolher seus seios. Bizarro, mas segundo eles os efeitos da cafeína nos níveis de estrogênio podem ser responsáveis pelos resultados.
QUATRO XÍCARAS
Há 400 mg de cafeína em quatro xícaras de café, quantidade que fornece o máximo de antioxidantes que potencialmente diminuem os riscos de câncer. Pesquisadores da Universidade de Utah descobriram ainda que as quatro xícaras de café previnem contra o câncer de boca e de laringe. Outro estudo sugere que também evita o câncer de próstata e o diabetes tipo 2. MAS pessoas que consomem esta quantidade diária têm duas vezes mais chances de ter artrite reumatóide porque os componentes da bebida aumentam inflamações e dores nas articulações.
CINCO XÍCARAS
Pesquisadores do Centro Nacional de Câncer em Tóquio descobriram que esta dose reduz em até 3/4 os riscos de danos no fígado. O estudo foi feito com 90 mil homens e mulheres de meia idade por mais de dez anos e os pesquisadores acreditam que os antioxidantes são os responsáveis pelo efeito. MAS vários estudos mostram que esta quantidade de café é um fator de risco para osteoporose, já que a cafeína pode interferir na absorção de cálcio, embora não haja estudos conclusivos sobre o assunto.
SEIS XÍCARAS OU MAIS
Podem reduzir os riscos de câncer de pele em até 31%, de acordo com pesquisadores da Wayne State University, em Detroit, que estudaram mais de 90 mil mulheres. Tudo por causa dos (de novo!) antioxidantes. MAS esta quantidade de café pode levar à desidratação, já que o café acelera a perda de fluidos e, com eles, a eliminação de vitaminas e minerais, além de hormônios relacionados à ansiedade e ao estresse.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/06/02/conheca-os-pros-contras-em-cada-xicara-de-cafe-924590072.asp#ixzz1OCDozYjO
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O Globo
Uma xícara de café pode reduzir a pressão arterial, mas pode diminuir o sono. Foto de arquivo
RIO - O brasileiro consumiu em média 4,81 kg de café no ano passado, equivalente a 81 litros por pessoa, segundo dados do Ministério da Agricultura. O maior nível de consumo em 45 anos pode ser também uma boa notícia para a saúde: segundo pesquisadores suecos, as mulheres que bebem cinco ou mais xícaras de café por dia podem estar se protegendo do tipo mais agressivo de câncer de mama. Com tantas pesquisas apontando benefícios e riscos da bebida, fizemos uma lista das últimas descobertas por dose de café.
UMA XÍCARA
De acordo com um estudo grego feito com 485 pessoas entre 65 anos e 100 anos, uma xícara de café por dia pode reduzir a pressão arterial. Os pesquisadores acreditam que a dose diária relaxa as paredes das artérias por causa dos antioxidantes que aumentam a produção de óxido nítrico. A mesma dose pode melhorar o funcionamento cerebral: pesquisadores da Universidade de Bristol estudaram 600 pessoas e descobriram que os que tomavam uma xícara de café por dia tiveram melhor desempenho em testes mentais do que os que não tomavam ou preferiam descafeinados. MAS esta xícara durante o dia pode tirar o sono, segundo a Associação Dietética Britânica: a cafeína demora oito horas para ser removida do organismo.
DUAS XÍCARAS
Em pesquisas com animais, pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que esta dose diária (cerca de 200 mg de cafeína) pode prevenir a perda de proteínas do cérebro relacionadas à perda de memória e, portanto, ao Alzheimer. Beber duas xícaras de café meia hora antes dos exercícios também pode melhorar a performance por fornecer mais energia, já que estimula a produção de ácidos graxos que usamos como combustível, segundo estudo publicado no "International Journal of Sports Medicine". MAS grávidas devem limitar o consumo a esta dose porque a cafeína faz com que o corpo libere hormônios de estresse, como cortisol e adrenalina, que podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
TRÊS XÍCARAS
A ingestão dessa dose pode reduzir os riscos de câncer de ovário em 20%, segundo dados publicados em 2008 em uma revista médica especializada em câncer. Já os homens têm 40% menos risco de desenvolver cálculos biliares. Os pesquisadores acreditam que a cafeína estimula contrações na vesícula ajudando a mover pedras pequenas antes que virem um problema. MAS uma quantidade maior que três xícaras por dia aumenta os riscos de ataque cardíaco. E cientistas da Universidade de Lund, em Estocolmo checaram à conclusão, após entrevistar 300 mulheres, que três xícaras de café ao dia ajudam a encolher seus seios. Bizarro, mas segundo eles os efeitos da cafeína nos níveis de estrogênio podem ser responsáveis pelos resultados.
QUATRO XÍCARAS
Há 400 mg de cafeína em quatro xícaras de café, quantidade que fornece o máximo de antioxidantes que potencialmente diminuem os riscos de câncer. Pesquisadores da Universidade de Utah descobriram ainda que as quatro xícaras de café previnem contra o câncer de boca e de laringe. Outro estudo sugere que também evita o câncer de próstata e o diabetes tipo 2. MAS pessoas que consomem esta quantidade diária têm duas vezes mais chances de ter artrite reumatóide porque os componentes da bebida aumentam inflamações e dores nas articulações.
CINCO XÍCARAS
Pesquisadores do Centro Nacional de Câncer em Tóquio descobriram que esta dose reduz em até 3/4 os riscos de danos no fígado. O estudo foi feito com 90 mil homens e mulheres de meia idade por mais de dez anos e os pesquisadores acreditam que os antioxidantes são os responsáveis pelo efeito. MAS vários estudos mostram que esta quantidade de café é um fator de risco para osteoporose, já que a cafeína pode interferir na absorção de cálcio, embora não haja estudos conclusivos sobre o assunto.
SEIS XÍCARAS OU MAIS
Podem reduzir os riscos de câncer de pele em até 31%, de acordo com pesquisadores da Wayne State University, em Detroit, que estudaram mais de 90 mil mulheres. Tudo por causa dos (de novo!) antioxidantes. MAS esta quantidade de café pode levar à desidratação, já que o café acelera a perda de fluidos e, com eles, a eliminação de vitaminas e minerais, além de hormônios relacionados à ansiedade e ao estresse.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/06/02/conheca-os-pros-contras-em-cada-xicara-de-cafe-924590072.asp#ixzz1OCDozYjO
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'Walmart da maconha' abre primeira loja no Arizona
'Walmart da maconha' abre primeira loja no Arizona - O Globo:
Publicada em 02/06/2011 às 13h22m
Reuters
Loja da weGrow no Ariozan oferece mais de 2 mil produtos para o cultivo da maconha - Reprodução Internet
PHOENIX - Conhecida como o 'Walmart da maconha', a empresa weGrow abriu na quarta-feira sua primeira loja fora da Califórnia para vender produtos relacionados ao cultivo da maconha. A filial com mais de 6 mil m² foi instalada no estado do Arizona, onde foi aprovada em novembro uma lei que permite o cultivo da planta para fins medicinais, prática adotada há tempos pelos californianos.
- Vendemos tudo, menos a planta propriamente dita - disse Dhar Mann, fundador da weGrow.
- Vendemos produtos e serviços para as pessoas cultivarem com segurança e responsabilidade seu medicamento - acrescentou.
Entre os mais de 2 mil produtos oferecidos no estabelecimento estão adubo, luzes de crescimento e bandejas de irrigação, especialmente produzidos para o cultivo da planta. Os clientes também podem conseguir com um médico no local a autorização legal para o uso da maconha no tratamento de doenças.
O Arizona é o 16º estado dos EUA, além do distrito de Columbia, a descriminalizar a cannabis para fins medicinais. Segundo estatísticas, mais de 3.600 pessoas já obtiveram licenças para o plantio desde abril, quando começaram a ser emitidas as autorizações. Desse total, 75% são homens.
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Publicada em 02/06/2011 às 13h22m
Reuters
Loja da weGrow no Ariozan oferece mais de 2 mil produtos para o cultivo da maconha - Reprodução Internet
PHOENIX - Conhecida como o 'Walmart da maconha', a empresa weGrow abriu na quarta-feira sua primeira loja fora da Califórnia para vender produtos relacionados ao cultivo da maconha. A filial com mais de 6 mil m² foi instalada no estado do Arizona, onde foi aprovada em novembro uma lei que permite o cultivo da planta para fins medicinais, prática adotada há tempos pelos californianos.
- Vendemos tudo, menos a planta propriamente dita - disse Dhar Mann, fundador da weGrow.
- Vendemos produtos e serviços para as pessoas cultivarem com segurança e responsabilidade seu medicamento - acrescentou.
Entre os mais de 2 mil produtos oferecidos no estabelecimento estão adubo, luzes de crescimento e bandejas de irrigação, especialmente produzidos para o cultivo da planta. Os clientes também podem conseguir com um médico no local a autorização legal para o uso da maconha no tratamento de doenças.
O Arizona é o 16º estado dos EUA, além do distrito de Columbia, a descriminalizar a cannabis para fins medicinais. Segundo estatísticas, mais de 3.600 pessoas já obtiveram licenças para o plantio desde abril, quando começaram a ser emitidas as autorizações. Desse total, 75% são homens.
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Justiça aceita denúncia contra estudante que postou no Twitter ofensas a nordestinos
SP: Justiça aceita denúncia contra estudante que postou no Twitter ofensas a nordestinos - O Globo:
Plantão | Publicada em 02/06/2011 às 18h20m
O Globo
SÃO PAULO - A Justiça Federal de São Paulo abriu processo pelo crime de racismo contra a estudante de direito Mayara Penteado Petruso. Segundo a denúncia, oferecida pela Procuradoria da República em São Paulo, Mayara, por intermédio do Twitter, postou em seu perfil, no dia 31 de outubro de 2010, mensagem de incitação à discriminação ou ao preconceito de procedência nacional.
A mensagem foi postada depois de divulgado o resultado do segundo turno das eleições para Presidente da República. Mayara publicou a seguinte mensagem em sua página do Twitter: 'Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!'.
O ato foi registrado por diversos usuários do Twitter, que denunciaram o fato. Ao prestar depoimento ao MPF, a denunciada assumiu que postou os comentários em sua página do twitter, confirmando ser de seu perfil uma cópia da tela (screenshot), preservada como prova. A denúncia foi oferecida no último 3 de maio e o processo aberto no último dia 4 de maio.
O crime de racismo, disposto no artigo 20 da lei 7716/89, prevê pena de 1 a 3 anos de prisão e multa. Entretanto, de acordo com o parágrafo 2º do mesmo artigo, se o crime é cometido mediante o uso de meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, como ocorreu no caso de Mayara, a pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão e multa.
O caso tramitou sigilosamente até o recebimento da denúncia pelo poder judiciário. O MPF pediu o levantamento do sigilo ao oferecer a denúncia. O objetivo do sigilo era preservar o conteúdo das quebras de sigilo telemáticas necessárias para confirmar se o perfil realmente era atualizado por Mayara.
A atuação do MPF-SP no caso foi provocada por diversas pessoas e entidades que informavam sobre a publicação de mensagens de cunho racista na internet. O MPF-SP recebeu inúmeras mensagens, trazidas em mídia e em páginas impressas. Destas, apenas duas tiveram a materialidade comprovada, inclusive a de Mayara Petruso, pois foram capturadas com todos os dados das páginas das publicações.
Além da tuitada de Mayara, foi também comprovada a materialidade da postagem publicada por Natália Campello ('o sudeste é um lixo, façam um favor ao Nordeste, mate um paulista de bala :) VÃO SE FODER PAULISTAS FILHOS DA PUTA').
As duas possuem conteúdo semelhante e são nitidamente racistas, na avaliação do MPF-SP, uma contra nordestinos e outra contra paulistas. No caso de Natália, embora tivessem sido colhidos alguns dados para sua qualificação, inclusive mediante pedidos de quebra de sigilo autorizados pela Justiça Federal de São Paulo, não foram mealhados elementos suficientes para sua perfeita identificação, sabendo-se, apenas, que ela é residente no Recife e que, de lá, provavelmente, postou a mensagem racista.
O MPF requereu que cópias das investigações com relação a Natália fossem remetidos à Justiça Federal de Recife para o prosseguimento das investigações. O pedido foi deferido pela Justiça Federal.
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Plantão | Publicada em 02/06/2011 às 18h20m
O Globo
SÃO PAULO - A Justiça Federal de São Paulo abriu processo pelo crime de racismo contra a estudante de direito Mayara Penteado Petruso. Segundo a denúncia, oferecida pela Procuradoria da República em São Paulo, Mayara, por intermédio do Twitter, postou em seu perfil, no dia 31 de outubro de 2010, mensagem de incitação à discriminação ou ao preconceito de procedência nacional.
A mensagem foi postada depois de divulgado o resultado do segundo turno das eleições para Presidente da República. Mayara publicou a seguinte mensagem em sua página do Twitter: 'Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!'.
O ato foi registrado por diversos usuários do Twitter, que denunciaram o fato. Ao prestar depoimento ao MPF, a denunciada assumiu que postou os comentários em sua página do twitter, confirmando ser de seu perfil uma cópia da tela (screenshot), preservada como prova. A denúncia foi oferecida no último 3 de maio e o processo aberto no último dia 4 de maio.
O crime de racismo, disposto no artigo 20 da lei 7716/89, prevê pena de 1 a 3 anos de prisão e multa. Entretanto, de acordo com o parágrafo 2º do mesmo artigo, se o crime é cometido mediante o uso de meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, como ocorreu no caso de Mayara, a pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão e multa.
O caso tramitou sigilosamente até o recebimento da denúncia pelo poder judiciário. O MPF pediu o levantamento do sigilo ao oferecer a denúncia. O objetivo do sigilo era preservar o conteúdo das quebras de sigilo telemáticas necessárias para confirmar se o perfil realmente era atualizado por Mayara.
A atuação do MPF-SP no caso foi provocada por diversas pessoas e entidades que informavam sobre a publicação de mensagens de cunho racista na internet. O MPF-SP recebeu inúmeras mensagens, trazidas em mídia e em páginas impressas. Destas, apenas duas tiveram a materialidade comprovada, inclusive a de Mayara Petruso, pois foram capturadas com todos os dados das páginas das publicações.
Além da tuitada de Mayara, foi também comprovada a materialidade da postagem publicada por Natália Campello ('o sudeste é um lixo, façam um favor ao Nordeste, mate um paulista de bala :) VÃO SE FODER PAULISTAS FILHOS DA PUTA').
As duas possuem conteúdo semelhante e são nitidamente racistas, na avaliação do MPF-SP, uma contra nordestinos e outra contra paulistas. No caso de Natália, embora tivessem sido colhidos alguns dados para sua qualificação, inclusive mediante pedidos de quebra de sigilo autorizados pela Justiça Federal de São Paulo, não foram mealhados elementos suficientes para sua perfeita identificação, sabendo-se, apenas, que ela é residente no Recife e que, de lá, provavelmente, postou a mensagem racista.
O MPF requereu que cópias das investigações com relação a Natália fossem remetidos à Justiça Federal de Recife para o prosseguimento das investigações. O pedido foi deferido pela Justiça Federal.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Internação compulsória e estrutura para salvar vidas

O novo protocolo de abordagem à população de rua tem como propósito maior salvar vidas, acolhendo, internando e tratando de crianças e adolescentes, usuárias de drogas psicoativas. Considero inadmissível um jovem perambular pelas ruas da cidade e nós, autoridades, continuarmos inertes e passivos. Temos, sim, que ocuparmos o vácuo da ausência familiar, assumindo a responsabilidade de devolver a esse menor chances reais de ser reintegrado à sociedade.
A secretaria de Assistência Social está se estruturando e não vai parar de buscar condições para isso. Para abrir a Casa Viva, que vai receber 25 jovens, contratou 31 profissionais. Sua infraestrutura de apoio técnico assistencial está estruturada em 2 assistentes sociais, 3 psicólogos, 8 educadores sociais, 7 técnicos de enfermagem, 1 clínico geral, 4 agentes de portaria, 2 cozinheiras, 2 auxiliares de cozinha e 2 auxiliares de limpeza.
Hoje, contamos com 85 vagas na rede e, até o fim de junho, serão 145.
Estamos nos organizando para fazer frente a essa demanda de enfrentamento concreto de flagelo das drogas envolvendo crianças e adolescentes.
fonte: Rodrigo Bethlem
A proposta do livro didático “POR UMA VIDA MELHOR” do MEC
JB Online :: JBlog Tania Melo - A proposta do livro didático “POR UMA VIDA MELHOR” do MEC:
31/05/2011 - 13:13 | Enviado por: Tania Melo
Estou calada há algum tempo. É que não tive nada de útil a dizer nesse período e quando é assim, prefiro ficar calada. Mas, sobre a discussão do novo LIVRO DIDÁTICO lançado pelo MEC eu teria que dizer alguma coisa... Preferi aguardar, esperar entender o caso e aprender um pouco com todos que discutiram sobre o assunto.
Já escrevi aqui no blog algumas posições sobre as dificuldades de leitura e escrita das crianças e adolescentes brasileiras. Realmente isso é fato. Mas é urgente que nossos jovens possam estar na Escola para discutir temas de seu interesse, ou seja, temas que tenham a ver com sua vida real ou continuaremos a ter grande percentagem de abandono escolar.
Depois de observar as discussões sobre o livro didático de língua portuguesa POR UMA VIDA MELHOR, distribuído pelo MEC para a educação de jovens e adultos, penso que, na verdade, a forma como o conteúdo foi apresentado permite ao estudante ter melhor entendimento da chamada VARIAÇÃO LINGUÍSTICA, que existe em qualquer idioma, e conseguir entender a discriminação contra certas formas de expressão. Afinal, imagine uma pessoa que desde que nasceu convive com uma determinada forma de linguagem e de repente, já na sua vida adulta, vai para a escola ouvir que é incorreta. O que ela precisa entender é que a forma de falar depende do espaço social em que ocorre o discurso; que há uma norma culta, mas que existem outras normas; que a forma de falar é diferente da forma de escrever. Sou do tempo do TELEGRAMA e nem por isso vivo por aí escrevendo vg e pt. (só os desse tempo irão entender). Nas redes sociais escrevo da forma resumida e aqui não o faço.
Quando digo,
• na fala: “Me dá aquele livro em cima da mesa” e
• na escrita: “Dá-me aquele livro que está sobre a mesa”,
não significa que o que eu disse na expressão oral está errado e que apenas a forma escrita (NORMA CULTA) está correta.
Além disso, temos que pensar no aluno que NÃO VEM da classe privilegiada urbana. A chamada linguagem do povo, ou seja, da maioria, se pensarmos nesse Brasil gigante, precisa ser respeitada. E que se ensine que há uma fala oficial e exigida em vários espaços sociais, até porque se não for assim, a educação vai discriminar mais ainda. Afinal, aquele que não sabe se expressar com a norma culta terá dificuldade em se inserir em certa camada do mercado de trabalho, não terá oportunidade nos concursos e será discriminado em vários espaços sociais.
Não acho que a proposta do MEC seja “ensinar a falar errado”, pelo contrário, da forma como está, fica bem mais claro para quem nasceu em um meio que diz “nós vai e nós fica” entender a diferença. Como Psicóloga, digo mais. Para o sujeito que desde que nasceu ouve dos pais (seus ídolos em determinada faixa etária), avós, tios, irmãos, vizinhos, amigos... uma determinada forma de expressão, que fica nele internalizada, seria mais fácil entender que a linguagem culta ensinada na Escola é apenas um outro tipo de linguagem.
Vamos rever o conceito de estar alfabetizado.
• Estar alfabetizado é poder ir além do código escrito,
• É apropriar-se da função social constituinte dos atos de ler e escrever,
• Ser alfabetizado é fazer uso da leitura e da escrita no cotidiano,
• É ser capaz de ler qualquer livro, revista, jornal...
• É estar apto a escrever uma carta que seja entendida pelo outro,
• É poder, no mundo da cultura da tela e das imagens e sons com os meios eletrônicos, conseguir acessar informações e delas se utilizar com senso crítico e não apenas seguir regras, COPIAR E COLAR.
Por tudo que li das discussões, vi nas entrelinhas posições claramente tendenciosas. A discussão da forma como aconteceu, me fez TER A CERTEZA de que a Escola precisa se preocupar com o conhecimento da nossa língua culta, claro; exigir conhecimento da nossa gramática, sem dúvida, mas tem que principalmente desenvolver no estudante o pensamento crítico, a imaginação e a capacidade de expressão. Desenvolver nele uma mente questionadora e capaz de instituir novas formas de Ser ... e de SE DIZER.
“Pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra presa, palavra boa é palavra líquida escorrendo em estado de lágrima. Lágrima é dor derretida, dor endurecida é tumor... Lágrima é raiva derretida, raiva endurecida é tumor...” Este último entre aspas é da filósofa e psicanalista Viviane Mosé.
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31/05/2011 - 13:13 | Enviado por: Tania Melo
Estou calada há algum tempo. É que não tive nada de útil a dizer nesse período e quando é assim, prefiro ficar calada. Mas, sobre a discussão do novo LIVRO DIDÁTICO lançado pelo MEC eu teria que dizer alguma coisa... Preferi aguardar, esperar entender o caso e aprender um pouco com todos que discutiram sobre o assunto.
Já escrevi aqui no blog algumas posições sobre as dificuldades de leitura e escrita das crianças e adolescentes brasileiras. Realmente isso é fato. Mas é urgente que nossos jovens possam estar na Escola para discutir temas de seu interesse, ou seja, temas que tenham a ver com sua vida real ou continuaremos a ter grande percentagem de abandono escolar.
Depois de observar as discussões sobre o livro didático de língua portuguesa POR UMA VIDA MELHOR, distribuído pelo MEC para a educação de jovens e adultos, penso que, na verdade, a forma como o conteúdo foi apresentado permite ao estudante ter melhor entendimento da chamada VARIAÇÃO LINGUÍSTICA, que existe em qualquer idioma, e conseguir entender a discriminação contra certas formas de expressão. Afinal, imagine uma pessoa que desde que nasceu convive com uma determinada forma de linguagem e de repente, já na sua vida adulta, vai para a escola ouvir que é incorreta. O que ela precisa entender é que a forma de falar depende do espaço social em que ocorre o discurso; que há uma norma culta, mas que existem outras normas; que a forma de falar é diferente da forma de escrever. Sou do tempo do TELEGRAMA e nem por isso vivo por aí escrevendo vg e pt. (só os desse tempo irão entender). Nas redes sociais escrevo da forma resumida e aqui não o faço.
Quando digo,
• na fala: “Me dá aquele livro em cima da mesa” e
• na escrita: “Dá-me aquele livro que está sobre a mesa”,
não significa que o que eu disse na expressão oral está errado e que apenas a forma escrita (NORMA CULTA) está correta.
Além disso, temos que pensar no aluno que NÃO VEM da classe privilegiada urbana. A chamada linguagem do povo, ou seja, da maioria, se pensarmos nesse Brasil gigante, precisa ser respeitada. E que se ensine que há uma fala oficial e exigida em vários espaços sociais, até porque se não for assim, a educação vai discriminar mais ainda. Afinal, aquele que não sabe se expressar com a norma culta terá dificuldade em se inserir em certa camada do mercado de trabalho, não terá oportunidade nos concursos e será discriminado em vários espaços sociais.
Não acho que a proposta do MEC seja “ensinar a falar errado”, pelo contrário, da forma como está, fica bem mais claro para quem nasceu em um meio que diz “nós vai e nós fica” entender a diferença. Como Psicóloga, digo mais. Para o sujeito que desde que nasceu ouve dos pais (seus ídolos em determinada faixa etária), avós, tios, irmãos, vizinhos, amigos... uma determinada forma de expressão, que fica nele internalizada, seria mais fácil entender que a linguagem culta ensinada na Escola é apenas um outro tipo de linguagem.
Vamos rever o conceito de estar alfabetizado.
• Estar alfabetizado é poder ir além do código escrito,
• É apropriar-se da função social constituinte dos atos de ler e escrever,
• Ser alfabetizado é fazer uso da leitura e da escrita no cotidiano,
• É ser capaz de ler qualquer livro, revista, jornal...
• É estar apto a escrever uma carta que seja entendida pelo outro,
• É poder, no mundo da cultura da tela e das imagens e sons com os meios eletrônicos, conseguir acessar informações e delas se utilizar com senso crítico e não apenas seguir regras, COPIAR E COLAR.
Por tudo que li das discussões, vi nas entrelinhas posições claramente tendenciosas. A discussão da forma como aconteceu, me fez TER A CERTEZA de que a Escola precisa se preocupar com o conhecimento da nossa língua culta, claro; exigir conhecimento da nossa gramática, sem dúvida, mas tem que principalmente desenvolver no estudante o pensamento crítico, a imaginação e a capacidade de expressão. Desenvolver nele uma mente questionadora e capaz de instituir novas formas de Ser ... e de SE DIZER.
“Pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra presa, palavra boa é palavra líquida escorrendo em estado de lágrima. Lágrima é dor derretida, dor endurecida é tumor... Lágrima é raiva derretida, raiva endurecida é tumor...” Este último entre aspas é da filósofa e psicanalista Viviane Mosé.
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Eleições para novos Conselheiros Tutelares do Rio
No próximo domingo, dia 5, acontecem as eleições para os novos conselheiros tutelares do município Gestão 2011-2014. O Conselho Tutelar é um órgão público municipal de caráter autônomo e permanente, fundamental no zelo dos direitos da infância e juventude, conforme os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Cada Conselho Tutelar conta com cinco conselheiros, que são remunerados pelafunção, e outros cinco conselheiros suplentes. Todos são eleitos pelovoto direto da população, de acordo com a representatividade na comunidade.
Atualmente a cidade do Rio de Janeiro conta com 10 unidades, mas a Prefeitura já está trabalhando para a duplicação desses serviços. Os Conselhos Tutelares foram instituídos no município em 1996 e, após esses 15 anos de atividade, a Prefeitura do Rio, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e os Conselhos Tutelares existentes, chegaram a um consenso de que a cidade do Rio de Janeiro necessita da criação de 10 novos unidades, já que alguns Conselhos estão trabalhando muito acima da capacidade determinada pela lei, de atender a uma população de 100 mil habitantes.
Em breve, provavelmente no segundo semestre, a SMAS vai instalar dois novos Conselhos: na Ilha do Governador (desmembramento do Conselho de Ramos) e em Acari (desmembramento do conselho de Madureira). Os próximos serão implantados em, no máximo, cinco anos, de acordo com o adensamento populacional das regiões. O poder público depende de um orçamento, por isso que o trabalho será executado aos poucos. Por enquanto, nossa meta é reestruturar esses conselhos já existentes para garantir infraestrutura adequada e material necessário ao trabalho.
No sábado, o processo de escolha dos novos conselheiros deverá ser conduzido pelo CMDCA e os postos de votação estarão abertos entre 9h e 17h. Poderá participar todo o cidadão, acima dos 16 anos de idade e com título de eleitor da cidade do Rio de Janeiro. Basta levar um documento oficial com foto e o título de eleitor. Todas as informações no site da SMAS.
fonte : CARTA CAPITAL
Polícia quer internação compulsória de dependentes « CartaCapital
Polícia quer internação compulsória de dependentes « CartaCapital:
Gabriel Bonis 31 de maio de 2011 às 11:57h
No último dia 19, a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados visitou a Cracolândia, no centro de São Paulo. O objetivo da viagem era analisar os problemas existentes na região e propor medidas de âmbito nacional para o combate ao crack e outros entorpecentes.
Durante a passagem, os integrantes da força-tarefa trocaram informações com o Denarc, o órgão responsável pelo combate ao tráfico da Polícil Civil paulista. E uma das soluções apresentadas pelas autoridades do Estado promete causar polêmica: a internação compulsória de usuários. A medida, segundo as autoridades, teria uma utilidade tripla: tirar os dependentes das ruas, diminuir o consumo e, consequentemente, o comércio ilegal de drogas.
Embora seja considerada “extrema e ineficiente” por especialistas ouvidos por CartaCapital, a medida deve ser ao menos debatida pelos deputados da comissão. O relatório final ainda está sendo elaborado e não tem data para ser concluído.
De acordo com estudos sobre casos de dependência, o tratamento por internação voluntária não apresenta maior eficiência do que os realizados em ambulatórios, mas a imposição de cuidados traz efeitos negativos. “Na internação compulsória, as taxas de recaída podem chegar a 95 %”, explica o especialista em dependências e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dartiu Xavier da Silveira.
Outro ponto contestado é a ideia de que a internação seria útil para diminuir as vendas e o uso de entorpecentes. Para a pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Solange Nappo, o tráfico se organiza e cria estratégias para conquistar novos clientes. “Não é o consumidor que interfere nesse mercado, o tráfico decide a droga, o consumo e a ocasião”. Fato exemplificado pelo surgimento do crack no Brasil. “A droga apareceu no auge da epidemia de HIV/Aids, quando se perdia clientes para a doença. Então, foi introduzido como uma droga barata e semelhante à cocaína injetável”, explica.
Combate
Na visita à Cracolândia, a comissão colheu informações com a Polícia Civil, que serão usadas em um relatório sobre a situação. Entre as iniciativas propostas está também a necessidade de se investir em informação para os jovens, que já recebem palestras sobre drogas nas escolas. Tipo de abordagem, no entanto, ainda considerado insuficiente por Nappo. “O problema não deve restringir-se apenas ao tratamento. O debate deve acontecer em todas as instâncias: família, escola, trabalho e mídia”.
Em relação ao tratamento, o Brasil possui uma infraestrutura deficiente, sem vagas disponíveis para o número de dependentes, segundo a avaliação dos entrevistados. “A prefeitura paulistana pretende construir mais clínicas e governo estadual também”, admite o deputado Eli Correa Filho Eli Correa Filho (DEM-SP), membro da comissão.
A iniciativa, porém, não seria a mais adequada, segundo o professor Silveira. “A saída não é aumentar unidades de internação, mas implementar ambulatórios e capacitar melhor a estrutura já existente”. Opinião corroborada por Sandra Nappo. “Há um pensamento comum de que só a internação resolve o problema”, diz a especialista, que também critica o que chama de “conservadorismo” brasileiro no tratamento de seus viciados. “Vários países já inovaram nesse aspecto, adotando políticas de redução de danos que têm demonstrado eficiência em vários casos”.
O principal responsável pelo combate ao tráfico em São Paulo, o diretor do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), Wagner Giudice, resume a complexidade da questão: “Por um lado o indivíduo é autorizado a usar a droga e, por outro, temos que coibir o tráfico. É um paradoxo”, afirma. “Estamos falando em internação e não em cadeia, algo que só aconteceria após a segunda ou terceira reincidência do indivíduo”, defende ele.
Segundo Giudice, a intenção da polícia não é simplesmente prender o usuário, mas dar a ele “uma chance de tratamento”. “Só que abordá-lo em pleno consumo e perguntar se quer ser internado não é viável”, justifica.
Para o diretor do Dnarc, a eliminação do problema da Cracolândia necessecita de uma série de ações conjuntas. “É preciso tornar o local menos propício ao tráfico, com incentivo fiscal para instalação de escolas e indústrias, além do combate aos traficantes”, destaca, apontando que é difícil lidar com uma região aonde o fluxo de usuários chega a duas mil pessoas.
Segundo estimativas de entidades relacionadas ao combate às drogas, o Brasil possui cerca de dois milhões de dependentes de substâncias ilegais. Por isso, o deputado Eli Correa Filho avalia que a internação compulsória deve ser analisada com cuidado. Só não deixa claro se os deputados terão coragem de colocar em pauta uma proposta de tal potencial de controvérsias. “O crack faz as pessoas perderem a noção da realidade rapidamente e isso tem consequências sociais”, diz.
Gabriel Bonis
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Gabriel Bonis 31 de maio de 2011 às 11:57h
No último dia 19, a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados visitou a Cracolândia, no centro de São Paulo. O objetivo da viagem era analisar os problemas existentes na região e propor medidas de âmbito nacional para o combate ao crack e outros entorpecentes.
Durante a passagem, os integrantes da força-tarefa trocaram informações com o Denarc, o órgão responsável pelo combate ao tráfico da Polícil Civil paulista. E uma das soluções apresentadas pelas autoridades do Estado promete causar polêmica: a internação compulsória de usuários. A medida, segundo as autoridades, teria uma utilidade tripla: tirar os dependentes das ruas, diminuir o consumo e, consequentemente, o comércio ilegal de drogas.
Embora seja considerada “extrema e ineficiente” por especialistas ouvidos por CartaCapital, a medida deve ser ao menos debatida pelos deputados da comissão. O relatório final ainda está sendo elaborado e não tem data para ser concluído.
De acordo com estudos sobre casos de dependência, o tratamento por internação voluntária não apresenta maior eficiência do que os realizados em ambulatórios, mas a imposição de cuidados traz efeitos negativos. “Na internação compulsória, as taxas de recaída podem chegar a 95 %”, explica o especialista em dependências e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dartiu Xavier da Silveira.
Outro ponto contestado é a ideia de que a internação seria útil para diminuir as vendas e o uso de entorpecentes. Para a pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Solange Nappo, o tráfico se organiza e cria estratégias para conquistar novos clientes. “Não é o consumidor que interfere nesse mercado, o tráfico decide a droga, o consumo e a ocasião”. Fato exemplificado pelo surgimento do crack no Brasil. “A droga apareceu no auge da epidemia de HIV/Aids, quando se perdia clientes para a doença. Então, foi introduzido como uma droga barata e semelhante à cocaína injetável”, explica.
Combate
Na visita à Cracolândia, a comissão colheu informações com a Polícia Civil, que serão usadas em um relatório sobre a situação. Entre as iniciativas propostas está também a necessidade de se investir em informação para os jovens, que já recebem palestras sobre drogas nas escolas. Tipo de abordagem, no entanto, ainda considerado insuficiente por Nappo. “O problema não deve restringir-se apenas ao tratamento. O debate deve acontecer em todas as instâncias: família, escola, trabalho e mídia”.
Em relação ao tratamento, o Brasil possui uma infraestrutura deficiente, sem vagas disponíveis para o número de dependentes, segundo a avaliação dos entrevistados. “A prefeitura paulistana pretende construir mais clínicas e governo estadual também”, admite o deputado Eli Correa Filho Eli Correa Filho (DEM-SP), membro da comissão.
A iniciativa, porém, não seria a mais adequada, segundo o professor Silveira. “A saída não é aumentar unidades de internação, mas implementar ambulatórios e capacitar melhor a estrutura já existente”. Opinião corroborada por Sandra Nappo. “Há um pensamento comum de que só a internação resolve o problema”, diz a especialista, que também critica o que chama de “conservadorismo” brasileiro no tratamento de seus viciados. “Vários países já inovaram nesse aspecto, adotando políticas de redução de danos que têm demonstrado eficiência em vários casos”.
O principal responsável pelo combate ao tráfico em São Paulo, o diretor do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), Wagner Giudice, resume a complexidade da questão: “Por um lado o indivíduo é autorizado a usar a droga e, por outro, temos que coibir o tráfico. É um paradoxo”, afirma. “Estamos falando em internação e não em cadeia, algo que só aconteceria após a segunda ou terceira reincidência do indivíduo”, defende ele.
Segundo Giudice, a intenção da polícia não é simplesmente prender o usuário, mas dar a ele “uma chance de tratamento”. “Só que abordá-lo em pleno consumo e perguntar se quer ser internado não é viável”, justifica.
Para o diretor do Dnarc, a eliminação do problema da Cracolândia necessecita de uma série de ações conjuntas. “É preciso tornar o local menos propício ao tráfico, com incentivo fiscal para instalação de escolas e indústrias, além do combate aos traficantes”, destaca, apontando que é difícil lidar com uma região aonde o fluxo de usuários chega a duas mil pessoas.
Segundo estimativas de entidades relacionadas ao combate às drogas, o Brasil possui cerca de dois milhões de dependentes de substâncias ilegais. Por isso, o deputado Eli Correa Filho avalia que a internação compulsória deve ser analisada com cuidado. Só não deixa claro se os deputados terão coragem de colocar em pauta uma proposta de tal potencial de controvérsias. “O crack faz as pessoas perderem a noção da realidade rapidamente e isso tem consequências sociais”, diz.
Gabriel Bonis
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