terça-feira, 14 de abril de 2009



segunda-feira, 13 de abril de 2009

ANCELMO GOIS


Ancelmo Gois é um cara que oscila entre o progressismo boêmio e um lacerdismo forçado. Isso porque dá para sentir que Gois é um cara "gente boa". Só falta a ele o mais importante: liberdade. Hoje ele publicou uma nota que me aborreceu profundamente.

A nota vem acompanhada de duas fotos da Lapa, junto aos Arcos. Na primeira foto, vemos várias barracas de camelôs vendendo salgado e bebidas, iluminadas, limpas, com pessoas circulando entre elas, tendo ao fundo os Arcos. Na segunda, tirada há cem anos, vemos os Arcos e, junto dele, dezenas de barracas de camelôs.

Até aí tudo bem. Qualquer ser humano racional concluiria que os ambulantes fazem parte da boemia lapiana desde priscas eras. Mas Gois escreve o seguinte: "Apesar dos cem anos de diferença, chama a atençao a presença de ambulantes, que levam caos ao bairro boêmio e angustiam comerciantes e autoridades."

Gois destila, nessa frase, um preconceito e uma estupidez indesculpáveis. Preconceito porque ele desconsidera que o vendedor ambulante seja também um "comerciante". Estupidez porque finge não entender que o "bairro boêmio" só é boêmio por causa de suas características, com a onipresença de ambulantes, que trazem luz, segurança e oferta de comes e bebes a preços populares.

A Lapa, senhor Ancelmo Gois, não é o Jobi, barzinho proto-fascista onde clientes comem dedos de outros por causa de suas opiniões políticas. A Lapa é um bairro de massas, onde todas as tribos se reúnem, a grande ágora carioca e quiçá brasileira. Com ambição de se tornar uma ágora mundial. Os ambulantes, todavia, são fundamentais, porque ocupam os espaços e trazem vida, alegria, luz e empregos para o bairro. Sem esquecer o principal: a liberdade. Talvez por isso o ambulante seja tão odiado pela classe média zona sul leitora de Globo, com sua mentalidade de empregado. O ambulante não é empregado de ninguém. Ele é pobre, ocupa um dos lugares mais baixos da hierarquia social, mas boa parte não gostaria de trocar seu trabalho por nenhum emprego em multinacional, porque eles desfrutam do maior bem: a liberdade.

Essa liberdade é sentida na Lapa. É uma energia que toma conta do bairro. Por isso, Gois, não seja estúpido. Não desrespeite o ambulante, que, como você viu, ocupa a Lapa há mais de cem anos. Matando o ambulante, vocês matarão a Lapa. Pode organizar, pode legalizar. A Associação de Ambulantes da Lapa está aí para isso. Eles querem organização e apoio do Estado. Querem pagar impostos, tudo certinho. Mas querem, sobretudo, respeito, tanto do Estado quanto da mídia. O que você fez, afirmando que eles "trazem o caos ao bairro boêmio" é uma imbecilidade indesculpável, porque ignora a formação histórica da Lapa, tanto antiga quanto recente, onde a presença dos ambulantes foi fundamental para a revitalização do bairro.

Entendo que Gois quer garantir seu emprego. Nada melhor para agradar seus patrões do que criticar camelô. Se tiver interesse, entretanto, em garantir o que ainda resta de seu prestígio junto a seus leitores, terá que rever sua visão sobre a Lapa e seus ambulantes.
# Escrito por Miguel do Rosário # Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

VAGAS PARA AMBULANTES NO RIO DE JANEIRO

VAGAS

As vagas para camelôs por região. Ao todo são 18.400

500 para Saúde, Gamboa, Santo Cristo e Caju

1.000 para Centro e Cidade Nova

500 para Catumbi, Rio Comprido, Cidade Nova e Estácio

1.000 para Flamengo, Glória, Laranjeiras, Catete, Cosme Velho, Botafogo, Humaitá e Urca

800 para Leme e Copacabana

600 para Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Vidigal e São Conrado

500 para São Cristóvão, Mangueira e Benfica

700 para Praça da Bandeira, Tijuca e Alto da Boa Vista

500 para Maracanã, Vila Isabel, Andaraí e Grajaú

800 para Manguinhos, Bonsucesso, Ramos e Olaria

1.000 para Penha, Penha Circular, Brás de Pina, Cordovil, Lucas, Vigário Geral e Jardim América

500 para Higienópolis, Jacaré, Maria da Graça, Del Castilho, Inhaúma, Engenho da Rainha e Tomás Coelho

1.200 para São Francisco Xavier, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Lins, Méier, Todos os Santos, Cachambi, Engenho de Dentro, Agua Santa, Encantado, Pilares, Piedade e Abolição

500 para Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vista Alegre, Irajá e Colégio

1.500 para Campinho, Quintino, Cavalcante, Engenho Leal, Cascadura, Madureira, Vaz Lobo, Turiaçu, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes

600 para Jacarepaguá, Anil, Gardênia Azul, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Taquara, Tanque, Vila Valqueire e Praça Seca

800 para Deodoro, Vila Militar, Campo dos Afonsos, Sulacap, Magalhães Bastos, Realengo, Padre Miguel, Bangu e Senador Camará

800 para Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Inhoaíba e Cosmos

400 para Paciência, Santa Cruz e Sepetiba

500 para Ribeira, Zumbi, Cacuia, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Cocota, Bancarios, Freguesia, Jardim Guanabara, Jardim Carioca, Taua, Monero, Portuguesa, Galeão e Cidade Universitária

50 para Paquetá

600 para Guadalupe, Anchieta, Ricardo de Albuquerque e Parque Anchieta

150 para Santa Teresa

500 para Joá, Itanhangá, Barra da Tijuca, Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio dos Bandeirantes e Grumari

600 para Coelho Neto, Acari, Barros Filho, Costa Barros e Pavuna

300 para Guaratiba, Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba

400 para Rocinha

300 para Jacarezinho e Vieira Fazenda

300 para Complexo do Alemão, Bonsucesso, Olaria, Inhaúma e Esperança

500 para Complexo da Mare, Vila Esperança, Vila do João, Vila do Pinheiro, Conjunto Pinheiro, Praia de Ramos, Timbaú, Hercílio Dias, Baixa do Sapateiro, Maré, Nova Holanda, Rubem Vaz, Parque União e Roquete Pinto

FONTE: O DIA

36.800 VAGAS PARA AMBULANTES

36.800 vagas para camelôs legalizados
Cadastramento começa dia 18 de maio. Para cada licença, 2 pessoas poderão trabalhar
POR CHRISTINA NASCIMENTO, RIO DE JANEIRO

Rio - Começa dia 18 de maio o cadastramento de ambulantes na cidade. Serão concedidas, em duas fases, autorizações para 18.400 pontos. A prefeitura espera gerar mais de 36 mil postos de trabalho, pois cada camelô poderá cadastrar um auxiliar. Estima-se que haja 35 mil trabalhando no Rio.

Serviço: Relação das vagas por região e o endereço completo das 20 inspetorias

A primeira etapa de inscrições é para quem já tem licença. A seguinte é destinada aos que atuam irregularmente. A prioridade será dada a portadores de deficiência, maiores de 45 anos desempregados há mais de 1 ano e ex-detentos.

A previsão é que o processo de legalização dure seis meses, com a entrega de crachás e autorizações em 6 de outubro. Em caso de empate, terá prioridade o mais idoso, o portador de deficiência e com maior número de filhos menores. Titular e auxiliar terão crachá com a foto dos dois.

Hoje começa o levantamento do comércio de rua da Tijuca, bairro escolhido como piloto para a implantação do projeto Empresa Bacana. Conforme O DIA antecipou, a prefeitura transformará o camelô em microempresário, com direito a benefícios como aposentadoria a partir de contribuição mensal de R$ 56,15.

Quem não conseguir se legalizar será direcionado a cursos profissionalizantes “Essa iniciativa veio num momento em que eu já estava pensando em virar um pequeno empreendedor”, afirmou Maurício Levi, 39 anos, que é da terceira geração de uma família de ambulantes na Praça Saens Peña.

Pela novas regras de cadastramento, só será permitida uma inscrição por pessoa. Os interessados devem procurar uma das 19 Inspetorias Regionais de Licenciamento e Fiscalização ou a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização.

Os nomes serão inseridos no Cadastro Único do Comércio Ambulante (Cuca) e será emitido crachá com dados pessoais do ambulante e de seu auxiliar, o tipo de produto vendido e o horário em que estão autorizados a funcionar. A licença será diferenciada por cores para cada região e ela não será válida em outro local. Em alguns bairros, como a Lapa, o comércio de rua pode ter horários diferenciados para garantir que haja mais vagas.

FONTE: O DIA

RELAÇÃO DE VAGAS POR REGIÃO

Serviço: Relação das vagas por região e o endereço completo das 20 inspetorias

INSCRIÇÕES
Primeira fase: é obrigatória para quem já tem autorização da prefeitura. A comprovação da legalidade é feita com a apresentação da autorização original e a guia quitada da Taxa de Uso de Área Pública (Tuap) referente a 2008. A segunda fase destina-se a quem atua irregularmente.

DOCUMENTOS EXIGIDOS
Carteira de identidade, CPF,comprovante de residência do Município do Rio (conta de luz, água ou gás no nome do próprio ou, se for em nome de outra pessoa, declaração do titular da conta confirmando que o ambulante reside naquela residência), prova de incapacidade física (se não for notória), declaração da Secretaria de Estado da Justiça para ex-detentos, Carteira de Trabalho, nota dos produtos comercializados e do local do depósito das mercadoria e inscrição como segurado da Previdência Social na categoria autônomo.

CALENDÁRIO
Em 18/5, início das inscrições na 1ª fase; em 8/7, divulgação dos selecionados; em 13/7, início das inscrições da fase 2; em 9/9, divulgação dos selecionados desta etapa; em 21/9; começo da entrega das autorizações; em 6/10, final da entrega das autorizações.

Confira onde se cadastrar para obter uma das 18.400 licenças de trabalho como ambulante na cidade do Rio. Atenção: é necessário ir à inspetoria regional de licenciamento e fiscalização que corresponde à área onde se deseja atuar.

fonte: o dia

terça-feira, 7 de abril de 2009

PREFEITURA LANÇA PROJETO PARA AMBULANTES


Prefeitura lança projeto para camelôs
Laura Machado | Rio+ | 07/04/2009 12:27
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Após o lançamento do projeto que vai transformar os camelôs em microempresários, o prefeito Eduardo Paes procurou tranquilizar os comerciantes irregulares avisando que a prefeitura apenas quer o fim da bagunça.

"É para eles (camelôs) ficarem muito tranquilos. A época da desordem, da bagunça e da não definição de regras acabou no Rio de Janeiro", avisou o Paes.

Ele esclareceu ainda que os ambulantes que buscam a legalização do seu trabalho vão se transformar em empreendedores individuais, e assim conquistar todos benefícios dados pelo governo. Além disso, os camelôs também vão contar com o apoio do atendimento do Sebrae.

"O que eu posso dizer para esse comércio ambulante que busca se legalizar e que trabalha dentro da lei é que na verdade ele vai se transformar, com esse ato de hoje, em um microempreendedor individual. Ele vai poder recolher seus impostos, simbolicamente, como o ISS e o ICMS. E vai poder contribuir para a previdência, vai poder entrar nas alternativas que os governos oferecem. O Sebrae vai estar à disposição deles, porque eles passam a ser micro e pequenos empresários, microempreendedor individual. Então, é para eles ficarem muito tranqüilos", disse o prefeito.

O Secretário Especial da Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, ratificou as palavras do administração municipal. Ele ainda explicou que a prioridade dos cadastros será para pessoas que já não são mais recebidas pelo mercado de trabalho. Além disso, Bethlem alertou que o camelôs que não conseguirem o cadastro dado pela prefeitura vão poder contar com cursos profissionalizantes para encontrar uma outra forma de sustento.

"Não admitiremos bagunça. Queremos contemplar com essas licenças estabelecidas pela lei pessoas que precisam desse tipo de licença porque tem dificuldade em acessar o mercado de trabalho. Os que não forem contemplados, a prefeitura vai fazer um amplo trabalho com cursos de capacitação, inserindo essas pessoas no mercado de trabalho", esclareceu o secretário.

Já o titular da pasta de Trabalho e Emprego, Augusto Ribeiro, destacou a importância não apenas econômica do programa inédito anunciado pela gestão municipal.

"Temos que ressaltar o caráter social do projeto, não apenas meramente econômico. É um projeto social que busca uma alternativa para as pessoas que não conseguirem o cadastro. O programa da uma alternativa para os que não possam mais trabalhar nas ruas", enfatizou Ribeiro.

Ambulantes passam a ser empreendedores

O projeto Empresa Bacana vai beneficiar mais de 35 mil camelôs que trabalham pelas ruas da cidade. O programa reúne medidas para transformar os ambulantes em empreendedores. Além disso, prevê a criação de centros de comércio popular, sendo o projeto piloto iniciado na Tijuca, Zona Norte do Rio.

"O projeto piloto do pacote será na Tijuca, ao mesmo tempo que acontece o recadastramento em toda a cidade e todo conjunto de alternativas", anunciou o prefeito. Porém, ainda não há um terreno específico para abrigar os centros. De acordo com Paes, o projeto tijucano deve ter erros e também acertos, após este teste a prefeitura vai estender a ideia para outras regiões da cidade.

O Empresa Bacana fará um levantamento de todos os comerciantes irregulares para traçar um perfil dos ambulantes, e assim poder desenvolver uma relação de cursos gratuitos e profissionalizantes para que eles possam trabalhar.

Em alguns pontos da cidade também funcionaram as centrais fáceis, em que as pessoas poderão esclarecer suas duvidas sobre o programa. Além da SEOP e da Secretaria de Trabalho e Emprego, o Empresa Bacana conta com o apoio do Sebrae e da COPPE-UFRJ.



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fonte:blog sidney rezende

LEILA DA LAPA


Não adianta ser somente Águia...é preciso lutar pelas coisas certas e fazer a diferença.

LARGO DA CARIOCA

Largo da Carioca passa por revitalização

Rio - A Subprefeitura do Centro iniciou, na manhã desta segunda-feira, uma ação conjunta de revitalização do Largo da Carioca. Além de organizar a atuação dos trabalhadores ambulantes, serão instalados frades no entorno do Largo, para coibir o trafégo de veículos, preservando o calçamento que será nivelado e revitalizado, através da recolocação de pedras portuguesas.

A iniciativa prevê a construção, regulamentação de plaqueamento, de baias para táxis e carga e descarga na Av. Nilo Peçanha, assim como vagas de carga e descarga na Av. Almirante Barroso. A Subprefeitura vai efetuar ainda a realocação e conservação do mobiliário urbano, além da instalação de lixeiras.

A ação tem apoio da II Região Administrativa, Gerência de Conservação ( Secretaria de Obras), Fundação Parques e Jardins (FPJ), Comlurb, Guarda Municipal, Cet-Rio e Instituto Urbanístico Pereira Passos (IPP).

“Nosso objetivo é melhorar a cidade. Não queremos, de forma alguma, prejudicar a atuação destes trabalhadores. Queremos apenas organizar”, explicou o Subprefeito Marcus Vinícius, após breve conversa com os trabalhadores no Largo.


FONTE:JORNAL O DIA

segunda-feira, 6 de abril de 2009

CAMELÔ PODE VIRAR EMPRESÁRIO

Camelô terá incentivo para virar empresário
Projeto Empresa Bacana começa a ser implantado com ambulantes da Tijuca
POR CHRISTINA NASCIMENTO, RIO DE JANEIRO

Rio - Da informalidade das ruas para as microempresas. A prefeitura lança amanhã um projeto que vai transformar os camelôs em empreendedores. A novidade, batizada de Empresa Bacana, vai ser iniciada na Tijuca, onde estima-se que 1.500 ambulantes trabalham atualmente. No bairro, dois shoppings populares horizontais vão ser construídos para abrigar os novos ‘investidores’ legalizados. Outra novidade é que quem não conseguir o licenciamento para trabalhar vai ser encaminhado para cursos profissionalizantes. A longo prazo o pacote de incentivos vai incluir ainda acesso a microcrédito e pagamento ao sistema previdenciário.



Foto: Pedro Farina / Ag. O DIA
“Vamos fazer parceria para que os ambulantes sejam legalizados através da Lei dos Microempreendedores Individuais (MEI), que entra em vigor no mês de julho deste ano. O objetivo é que ele passe a contribuir para o INSS. Isso deve dar, em média, R$ 58 por mês, considerando encargos também com ISS (Imposto sobre Serviços) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Assim, ele vai passar a ter aposentadoria, direito à seguridade social”, afirmou o secretário municipal do Trabalho e Emprego, Augusto Lopes.

O microempreendedor pode ter no máximo um funcionário registrado com o valor de um salário mínimo ou o piso estipulado pela categoria. Além disso, com o projeto eles vão poder evitar o penhor de sua mercadoria por parte da fiscalização, porque terão como comprovar a sua renda.

O projeto-piloto começa na quarta-feira, na Tijuca, com um levantamento de todo o comércio de rua. Será feito um censo que vai identificar as demandas econômicas da região e o perfil dos camelôs do bairro. O estudo vai servir para enquadrar os ambulantes que não conseguirem se legalizar na prefeitura a cursos profissionalizantes.



ALTERNATIVA

Somente na região da Tijuca, serão destinadas 500 vagas, com carga de 60 horas. Assim, os ambulantes que ficarem de fora do cadastramento oficial para atuar nas ruas, vão pode escolher entre ofertas de curso para se formar em pedreiro, encanador, pintor de parede, jardineiro, manutenção de máquina de lavar, eletricista predial, cuidador de idosos, prestador de serviços domésticos, limpeza de pele, manicure, pedicure, beleza e estética, recepcionista e porteiro.

“Esse número de vagas foi escolhido porque é a porcentagem que a gente imagina que não vai conseguir se enquadrar nos critérios de legalização do serviço de rua. Também vamos fazer levantamento de oportunidades de emprego junto às empresas locais, onde o Empresa Bacana foi implantado, a fim de facilitar o encaminhamento dos desempregados”, afirmou o secretário.

Segundo ele, também será priorizada a inscrição do ambulante que não conseguir se legalizar em vagas de projetos federais como o Planteq (Plano Territorial de Qualificação) — que, somente o ano passado, ofereceu cerca de 1.800 vagas — e o ProJovem, com mil ofertas para o Rio.

Ambulantes já aprovam iniciativa

Camelô há 13 anos, Rogério Ferreira, 31, aprova o projeto. “Acho uma boa ideia. Já esperávamos há muito tempo por isso. Vai acabar com a briga com os guardas e reorganizar nosso trabalho”, afirma ele, que atua na Rua General Rocca. Luciano da Silva concorda. “Espero ser cadastrado. É um projeto bom, que vai ajudar a organizar nosso trabalho, que é honesto”, disse.

PROJETOS

Planteq (Plano Territorial de Qualificação)

É uma ação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego e da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Tem como principal objetivo a qualificação social e o desenvolvimento profissional dos trabalhadores.

Cursos: Cuidador de idosos, assistente administrativo, balconista, estoquista, operador de caixa, recepcionista, barman, camareira de hotel, copeiro, cumim, garçom, auxiliar de escritório, informática básica e avançada, manutenção de microcomputador, operador de telemarketing, agente de turismo, mensageiro, porteiro e recepcionista de hotel. Setor: Assistência, Comércio e Hospitalidade.

ProJovem
Promove a reintegração de jovens ao processo educacional oferecendo qualificação profissional. É voltado para jovens de famílias com renda mensal de até meio salário mínimo. O público prioritário do projeto é composto por jovens entre 15 e 29 anos.


FONTE: JORNAL O DIA