Temos que saber como estão trabalhando os nossos representantes,para que nas próximas eleições se saiba que antes de dar nosso voto é preciso conhecer aquele que vai ser realmente merecedor de nossa confiança,chega de trocas, o povo não quer dentaduras, bicas,presentes,mas uma politica séria,que nos traga retorno a longo prazo e não barganhas eleitoreiras. Chega sofrer, de corrupção,falta de emprego,saúde,educação,segurança,o povo tem o poder na mão,chega de DEMOCRACIA entre aspas.VAMOS FAZER VALER NOSSOS DIREITOS, POIS UNIDOS EM UMA SÓ VOZ JAMAIS SEREMOS DERROTADOS. VOTE COM CONCIÊNCIA,NOSSO FUTURO DEPENDE DE QUEM VAMOS ELEGER. POLITICA...O POVO QUER MUDANÇAS...2010 É JÁ.
A melhor resposta será as urnas.
Leila da Lapa
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Tolerância zero com camelôs não legalizados
A partir de 2010, só os 18.400 cadastrados poderão trabalhar. Há 17 mil aptos a 14.265 vagas
POR CHRISTINA NASCIMENTO, RIO DE JANEIRO
Rio - Em janeiro, a prefeitura vai fechar o cerco ao comércio irregular de rua. É quando os 18.400 ambulantes cadastrados pela Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) começam a atuar nas áreas restritas para a atividade. Inicialmente, será feita uma ‘varredura’ diária com fiscais de controle urbano e a Guarda Municipal em busca de camelôs não cadastrados. Ontem foram divulgados os nomes de 17 mil ambulantes que estão habilitados para concorrer às vagas restantes.
Quem ficou de fora da seleção terá uma última chance. De hoje até dia 4, o camelô que não foi habilitado — que não apresentou os pré-requisitos necessários — ou não concorda com a pontuação obtida na seleção poderá recorrer numa das 19 Inspetorias Regionais de Licenciamento e Fiscalização.
Ontem, foi publicada no Diário Oficial a lista dos 17 mil camelôs que estão no páreo para uma das vagas licenciadas para o comércio de rua. Destes, somente 14.265 serão escolhidos. O critério será a pontuação. Os demais vão ficar no banco de dados do Cadastro Único do Comércio Ambulante (Cuca).
Na primeira ‘peneira’, foram selecionados 4.135 ambulantes. Este grupo é formado pelos que já tinham cadastramento da gestão anterior. A Seop informou que eles não vão usar uniformes, mas terão que trabalhar com crachás de identificação e usar barracas padronizadas, cujas medidas ainda não foram definidas.
A região que compreende Campinho, Quintino, Cavalcante, Engenho Leal, Cascadura, Madureira, Vaz Lobo, Turiaçu, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Osvaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes é a que terá o maior número de ambulantes licenciados: 1.500. Em seguida, com 1.200 vagas, estão as áreas de São Francisco Xavier, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Lins, Méier, Todos os Santos, Cachambi, Engenho de Dentro, Água Santa, Encantado, Pilares, Piedade e Abolição.
fonte: O DIA
POR CHRISTINA NASCIMENTO, RIO DE JANEIRO
Rio - Em janeiro, a prefeitura vai fechar o cerco ao comércio irregular de rua. É quando os 18.400 ambulantes cadastrados pela Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) começam a atuar nas áreas restritas para a atividade. Inicialmente, será feita uma ‘varredura’ diária com fiscais de controle urbano e a Guarda Municipal em busca de camelôs não cadastrados. Ontem foram divulgados os nomes de 17 mil ambulantes que estão habilitados para concorrer às vagas restantes.
Quem ficou de fora da seleção terá uma última chance. De hoje até dia 4, o camelô que não foi habilitado — que não apresentou os pré-requisitos necessários — ou não concorda com a pontuação obtida na seleção poderá recorrer numa das 19 Inspetorias Regionais de Licenciamento e Fiscalização.
Ontem, foi publicada no Diário Oficial a lista dos 17 mil camelôs que estão no páreo para uma das vagas licenciadas para o comércio de rua. Destes, somente 14.265 serão escolhidos. O critério será a pontuação. Os demais vão ficar no banco de dados do Cadastro Único do Comércio Ambulante (Cuca).
Na primeira ‘peneira’, foram selecionados 4.135 ambulantes. Este grupo é formado pelos que já tinham cadastramento da gestão anterior. A Seop informou que eles não vão usar uniformes, mas terão que trabalhar com crachás de identificação e usar barracas padronizadas, cujas medidas ainda não foram definidas.
A região que compreende Campinho, Quintino, Cavalcante, Engenho Leal, Cascadura, Madureira, Vaz Lobo, Turiaçu, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Osvaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes é a que terá o maior número de ambulantes licenciados: 1.500. Em seguida, com 1.200 vagas, estão as áreas de São Francisco Xavier, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Lins, Méier, Todos os Santos, Cachambi, Engenho de Dentro, Água Santa, Encantado, Pilares, Piedade e Abolição.
fonte: O DIA
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Mais de 17 mil candidatos são habilitados ao comércio ambulante
JB Online
RIO - A Secretaria Especial da Ordem Pública divulgou no Diário Oficial desta terça-feira a lista preliminar de mais de 17 mil candidatos habilitados ao comércio ambulante em áreas públicas do município do Rio.
Esses candidatos foram considerados aptos ao processo classificatório em cada região administrativa e devem aguardar a escala de convocação para escolha do ponto, entrega de foto do titular e do auxiliar (se houver) e emissão da TUAP (taxa de Uso de área Pública) para os não isentos.
11:30 - 27/10/2009
RIO - A Secretaria Especial da Ordem Pública divulgou no Diário Oficial desta terça-feira a lista preliminar de mais de 17 mil candidatos habilitados ao comércio ambulante em áreas públicas do município do Rio.
Esses candidatos foram considerados aptos ao processo classificatório em cada região administrativa e devem aguardar a escala de convocação para escolha do ponto, entrega de foto do titular e do auxiliar (se houver) e emissão da TUAP (taxa de Uso de área Pública) para os não isentos.
11:30 - 27/10/2009
CRACK
O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos.
O surgimento do crack se deu no início da década de 80, o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.
O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.
Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.
A dependência se constitui em pouco tempo no organismo. Se inalado junto com o álcool, o crack aumenta o ritmo cardíaco e a pressão arterial o que pode levar a resultados letais.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
O surgimento do crack se deu no início da década de 80, o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.
O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.
Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.
A dependência se constitui em pouco tempo no organismo. Se inalado junto com o álcool, o crack aumenta o ritmo cardíaco e a pressão arterial o que pode levar a resultados letais.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
homenagem a você LEILA DA LAPA
(homenagem a você)
Leila e a Lapa
A Lapa tremeu
Desde o dia em que
São Borja perdeu
Sua guerreira mais bela
Sua voz mais intensa
Desde o dia em que Garibaldi
Partiu
Tua voz ecoa e encontra descanso
Nos corações mais enriquecidos
Da opróbrio e martírio
De ser pobre esquecido
Marginalizado, querido
Em paraquedas inseguros
Perde a voz perde o rumo
Camelô não bandido
Igual a ti foi Diniz
Que enfrentou ditadura
Para encorajar a mulher
Que vê agora em você
Defensora segura
Margome (Marcelo Gomes)
Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2009
Código do texto: T1882670
Leila e a Lapa
A Lapa tremeu
Desde o dia em que
São Borja perdeu
Sua guerreira mais bela
Sua voz mais intensa
Desde o dia em que Garibaldi
Partiu
Tua voz ecoa e encontra descanso
Nos corações mais enriquecidos
Da opróbrio e martírio
De ser pobre esquecido
Marginalizado, querido
Em paraquedas inseguros
Perde a voz perde o rumo
Camelô não bandido
Igual a ti foi Diniz
Que enfrentou ditadura
Para encorajar a mulher
Que vê agora em você
Defensora segura
Margome (Marcelo Gomes)
Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2009
Código do texto: T1882670
sábado, 24 de outubro de 2009
O outro lado da moeda
Marcos Espínola:
Advogado criminalista
Rio - O Rio de Janeiro é um grande paradoxo. Enquanto comemora-se o direito de sediar a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 ao mesmo tempo vive-se em estado de guerra, com a polícia fazendo o que pode dentro de suas possibilidades e os bandidos cada vez mais armados e audaciosos, derrubando recentemente um helicóptero da PM.
O saldo disso são alguns sorrindo e brindando as conquistas no esporte e outros lamentando a perda dos entes queridos. Um lado da moeda que não foi passado no filme promocional exibido em Copenhague aos membros do Comitê Olímpico Internacional.
Se encontramos no Rio uma exuberante beleza natural e um povo receptivo incomparável, também notamos uma boa parcela da população que vive, ou melhor, sobrevive, a uma guerra sem fim. São inúmeras as vítimas. Famílias inteiras convivendo no meio do confronto e contabilizando as suas perdas.
Ao vermos uma união entusiasmada das três esferas, envolvendo prefeito, governador e o presidente da República para sediarmos Copa e Olimpíada, nos questionamos por que o empenho não é o mesmo para suprir necessidades primordiais da sociedade, como a segurança e a saúde, entre outros. Afinal, serão bilhões de reais em investimentos, mostrando que vontade mais política é igual a realidade.
Fica difícil para qualquer cidadão cumpridor de seus deveres compreender tamanha mobilização e agilidade para certos objetivos e lentidão e descaso para outros. Se há o álibi do fomento ao turismo e do legado desses eventos para a cidade, há também o apelo da população carioca que só almeja o básico: viver com dignidade.
fonte: O DIA
Advogado criminalista
Rio - O Rio de Janeiro é um grande paradoxo. Enquanto comemora-se o direito de sediar a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 ao mesmo tempo vive-se em estado de guerra, com a polícia fazendo o que pode dentro de suas possibilidades e os bandidos cada vez mais armados e audaciosos, derrubando recentemente um helicóptero da PM.
O saldo disso são alguns sorrindo e brindando as conquistas no esporte e outros lamentando a perda dos entes queridos. Um lado da moeda que não foi passado no filme promocional exibido em Copenhague aos membros do Comitê Olímpico Internacional.
Se encontramos no Rio uma exuberante beleza natural e um povo receptivo incomparável, também notamos uma boa parcela da população que vive, ou melhor, sobrevive, a uma guerra sem fim. São inúmeras as vítimas. Famílias inteiras convivendo no meio do confronto e contabilizando as suas perdas.
Ao vermos uma união entusiasmada das três esferas, envolvendo prefeito, governador e o presidente da República para sediarmos Copa e Olimpíada, nos questionamos por que o empenho não é o mesmo para suprir necessidades primordiais da sociedade, como a segurança e a saúde, entre outros. Afinal, serão bilhões de reais em investimentos, mostrando que vontade mais política é igual a realidade.
Fica difícil para qualquer cidadão cumpridor de seus deveres compreender tamanha mobilização e agilidade para certos objetivos e lentidão e descaso para outros. Se há o álibi do fomento ao turismo e do legado desses eventos para a cidade, há também o apelo da população carioca que só almeja o básico: viver com dignidade.
fonte: O DIA
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Pistolas de choque na Lapa e Leme
Guarda Municipal começa a usar o armamento não letal na Zona Sul hoje e no bairro boêmio amanhã
Rio - Os guardas municipais que atuam na Lapa e no Leme começam a usar hoje pistolas Teaser, equipamento não-letal que emite ondas T (semelhantes à onda cerebral) e que tem efeito paralisante. Segundo o secretário municipal de Ordem Pública (Seop), Rodrigo Bethlem, na orla, os agentes usarão a arma somente à noite. Ele disse também que no início do ano que vem, com o repasse do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci), a prefeitura vai instalar 350 câmeras, que vão ser distribuídas nas avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, no Centro; o Aterro do Flamengo, o Maracanã; as orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon; além das praças Saens Peña e Afonso Pena, na Tijuca, como publicou O DIA com exclusividade em setembro. “Nosso objetivo é chegar a mil câmeras até o final do governo”, contou ele.
Além disso, no ano que vem, mil novos homens vão ser contratados para reforçar o quadro efetivo. Bethlem informou que a Guarda Municipal perde, por ano, cerca de 250 agentes — a maioria sai porque foi aprovada em outro concurso público. “Esse efetivo a ser contratado vai servir para atender as Inspetorias Legais que serão inauguradas no Jardim do Allah , Lido, Centro da Cidade, Madureira e Tijuca”.
fonte: O DIA
Rio - Os guardas municipais que atuam na Lapa e no Leme começam a usar hoje pistolas Teaser, equipamento não-letal que emite ondas T (semelhantes à onda cerebral) e que tem efeito paralisante. Segundo o secretário municipal de Ordem Pública (Seop), Rodrigo Bethlem, na orla, os agentes usarão a arma somente à noite. Ele disse também que no início do ano que vem, com o repasse do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci), a prefeitura vai instalar 350 câmeras, que vão ser distribuídas nas avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, no Centro; o Aterro do Flamengo, o Maracanã; as orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon; além das praças Saens Peña e Afonso Pena, na Tijuca, como publicou O DIA com exclusividade em setembro. “Nosso objetivo é chegar a mil câmeras até o final do governo”, contou ele.
Além disso, no ano que vem, mil novos homens vão ser contratados para reforçar o quadro efetivo. Bethlem informou que a Guarda Municipal perde, por ano, cerca de 250 agentes — a maioria sai porque foi aprovada em outro concurso público. “Esse efetivo a ser contratado vai servir para atender as Inspetorias Legais que serão inauguradas no Jardim do Allah , Lido, Centro da Cidade, Madureira e Tijuca”.
fonte: O DIA
domingo, 18 de outubro de 2009
DESABAFO
Muita violencia,uma guerrilha urbana,saimos de casa e não se tem certeza da volta,entra governo ,saí governo o papo é sempre o mesmo,daqui para a frente todos terão segurança,poderão andar sem medo nas ruas.
E nós cada vez mais amedrontados,refens dentro de muros,guaritas,grades,até quando?
será que nossos governantes não se dão conta do que acontece fora dos muros dos pálacios ,sim pois eles estão protegidos,cercados de seguranças,carros blindados,enquanto nós temos que enfrentar um trem ,onibus,bala perdida,assaltos,até quando?
2010 tem eleições,e vamos ouvir o mesmo blá,blá,blá, e novamente vamos acreditar.
Acorda meu povo,vamos virar o jogo,vamos cobrar,sair as ruas ,chega de palavras ao vento ,está na hora não de cobra,mas EXIGIR segurança,saúde ,educação,vamos fazer valer essa tal democracia,chega de barganha,não adianta ter 3 bilhões para segurança em 2016.
Socorro,quero meu direito de ir e vir com segurança de volta.
O povo tem que deixar de viver de esmolas,temos que ter dignidade,o direito ao trabalho,saúde,educação é o que nos assegura a constituição,a resposta temos que dar nas urnas,pois é a unica forma de mexer com os politicos,temos que ter coragem de dar um basta,e mostrar que não compactuamos com a lama que virou nosso PAÍS.
LEILA DA LAPA
E nós cada vez mais amedrontados,refens dentro de muros,guaritas,grades,até quando?
será que nossos governantes não se dão conta do que acontece fora dos muros dos pálacios ,sim pois eles estão protegidos,cercados de seguranças,carros blindados,enquanto nós temos que enfrentar um trem ,onibus,bala perdida,assaltos,até quando?
2010 tem eleições,e vamos ouvir o mesmo blá,blá,blá, e novamente vamos acreditar.
Acorda meu povo,vamos virar o jogo,vamos cobrar,sair as ruas ,chega de palavras ao vento ,está na hora não de cobra,mas EXIGIR segurança,saúde ,educação,vamos fazer valer essa tal democracia,chega de barganha,não adianta ter 3 bilhões para segurança em 2016.
Socorro,quero meu direito de ir e vir com segurança de volta.
O povo tem que deixar de viver de esmolas,temos que ter dignidade,o direito ao trabalho,saúde,educação é o que nos assegura a constituição,a resposta temos que dar nas urnas,pois é a unica forma de mexer com os politicos,temos que ter coragem de dar um basta,e mostrar que não compactuamos com a lama que virou nosso PAÍS.
LEILA DA LAPA
Quente pra cachorro
Caio de Menezes, Jornal do Brasil
RIO - Espalhados pela cidade – muitos em situação irregular – os vendedores de cachorro-quente são tão cultuados por cariocas, que muitos chegam a louvá-los como deuses pelo poder de aplacar as piores fomes nas horas mais críticas. Com o segredo de suas receitas, acumulam clientes e histórias reveladas apenas madrugada adentro. O sucesso é tanto, que alguns chegam a ser contratados para ministrar palestras a executivos de venda.
É no canteiro central da Rua Humaitá, próximo à esquina com a Rua Viúva Lacerda, na Zona Sul, que funciona há 16 anos o Hot Dog do Oliveira. Com mais de 30 anos na venda de cachorro-quente, o acreano Oliveira Ferreira da Silva, de 57, reúne histórias curiosas sobre a profissão. O bom desempenho do negócio já o levou a ensinar a profissionais de venda sobre como convencer um cliente a pagar mais por um produto. Coisa de especialista.
– Fui convidado para conversar com uma plateia de executivos de uma multinacional do ramo de softwares que vendia um novo sistema por um preço muito mais caro que o da concorrente. Eles não conseguiam. Me chamaram para ajudar porque meu cachorro-quente é mais caro que os demais, mas vende que nem água – diz, orgulhoso por comercializar mais de 200 sanduíches, por noite, a R$ 5,50 cada um.
Apesar de bem-sucedido e de realizar “quase três palestras por mês em todo o Brasil”, Oliveira quer mais. Sem rancor, reivindica a autoria da invenção da batata palha, item indispensável em qualquer cachorro quente que se preze.
– Em 1982, eu percorria as fábricas de batata frita recolhendo as quebradas, que seriam jogadas fora. Aí, as empresas começaram a vender a batata quebrada como palha e ninguém mais come cachorro quente sem ela. E olha que já me chamaram de maluco por conta disso, mas virou moda.
Clientes famosos
Funcionário do Hot Dog do Oliveira há seis anos, Lindormar Fernandes não esconde o orgulho de ter na lista de clientes celebridades nacionais.
– Sempre vem jogador de futebol, cantor ou artista de novela. Outro dia, servi ao Adriano Imperador, do Flamengo – gaba-se.
Ney Conceição, contrabaixista de 36 anos, frequentador rotineiro do Oliveira, conta que não se importa em comer na rua.
– Esse cachorro-quente tem minha confiança, até meu filho come aqui. Vida longa ao podrão – profetiza o músico, lembrando o carinhoso apelido da iguaria.
Se de um lado do Túnel Rebouças a barraca do Oliveira é líder de vendas, do outro é Maria do Socorro quem comanda a atração. Instalada na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Baltazar Lisboa, na Tijuca (Zona Norte), a banca oportunamente batizada Ponto de Encontro é, há 15 anos, o point de moradores da região. Socorro garante que o sucesso do negócio, do qual é sócia, se deve à fidelidade da freguesia.
– No início, os vizinhos foram contra, reclamavam do barulho. Mas, com o tempo, passaram a frequentar. Depois, chegaram outros grupos, trabalhadores da área, torcedores que vão ao Maracanã e pessoas que voltam de bares e boates e garantem grande parte de nossas vendas. A turma chega aqui e devora os cachorros-quentes.
Para toda a família
Parte da clientela assídua do Ponto de Encontro, a família Pereira Grasso não abre mão do sanduiche. Durante a visita do Jornal do Brasil, seis integrantes do clã saboreavam o acepipe. Albertina Pereira, a avó, explica a opção.
– É o melhor cachorro-quente que conhecemos. Não trocamos por nada – garante a aposentada, que mora com a família no Centro da cidade.
Com mais de oito anos de serviços prestados ao Ponto de Encontro, Carlos Geovaldo Lopes Batista, o Bigode, Vampeta ou Carlinhos, se sente privilegiado por trabalhar no local onde, garante, é sempre bem tratado.
– Aqui tem gente de todo tipo, é muito engraçado, me divirto mesmo. Fiz amizades duradouras e até acumulo diversos apelidos.
21:09 - 17/10/2009
fonte: JB online
RIO - Espalhados pela cidade – muitos em situação irregular – os vendedores de cachorro-quente são tão cultuados por cariocas, que muitos chegam a louvá-los como deuses pelo poder de aplacar as piores fomes nas horas mais críticas. Com o segredo de suas receitas, acumulam clientes e histórias reveladas apenas madrugada adentro. O sucesso é tanto, que alguns chegam a ser contratados para ministrar palestras a executivos de venda.
É no canteiro central da Rua Humaitá, próximo à esquina com a Rua Viúva Lacerda, na Zona Sul, que funciona há 16 anos o Hot Dog do Oliveira. Com mais de 30 anos na venda de cachorro-quente, o acreano Oliveira Ferreira da Silva, de 57, reúne histórias curiosas sobre a profissão. O bom desempenho do negócio já o levou a ensinar a profissionais de venda sobre como convencer um cliente a pagar mais por um produto. Coisa de especialista.
– Fui convidado para conversar com uma plateia de executivos de uma multinacional do ramo de softwares que vendia um novo sistema por um preço muito mais caro que o da concorrente. Eles não conseguiam. Me chamaram para ajudar porque meu cachorro-quente é mais caro que os demais, mas vende que nem água – diz, orgulhoso por comercializar mais de 200 sanduíches, por noite, a R$ 5,50 cada um.
Apesar de bem-sucedido e de realizar “quase três palestras por mês em todo o Brasil”, Oliveira quer mais. Sem rancor, reivindica a autoria da invenção da batata palha, item indispensável em qualquer cachorro quente que se preze.
– Em 1982, eu percorria as fábricas de batata frita recolhendo as quebradas, que seriam jogadas fora. Aí, as empresas começaram a vender a batata quebrada como palha e ninguém mais come cachorro quente sem ela. E olha que já me chamaram de maluco por conta disso, mas virou moda.
Clientes famosos
Funcionário do Hot Dog do Oliveira há seis anos, Lindormar Fernandes não esconde o orgulho de ter na lista de clientes celebridades nacionais.
– Sempre vem jogador de futebol, cantor ou artista de novela. Outro dia, servi ao Adriano Imperador, do Flamengo – gaba-se.
Ney Conceição, contrabaixista de 36 anos, frequentador rotineiro do Oliveira, conta que não se importa em comer na rua.
– Esse cachorro-quente tem minha confiança, até meu filho come aqui. Vida longa ao podrão – profetiza o músico, lembrando o carinhoso apelido da iguaria.
Se de um lado do Túnel Rebouças a barraca do Oliveira é líder de vendas, do outro é Maria do Socorro quem comanda a atração. Instalada na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Baltazar Lisboa, na Tijuca (Zona Norte), a banca oportunamente batizada Ponto de Encontro é, há 15 anos, o point de moradores da região. Socorro garante que o sucesso do negócio, do qual é sócia, se deve à fidelidade da freguesia.
– No início, os vizinhos foram contra, reclamavam do barulho. Mas, com o tempo, passaram a frequentar. Depois, chegaram outros grupos, trabalhadores da área, torcedores que vão ao Maracanã e pessoas que voltam de bares e boates e garantem grande parte de nossas vendas. A turma chega aqui e devora os cachorros-quentes.
Para toda a família
Parte da clientela assídua do Ponto de Encontro, a família Pereira Grasso não abre mão do sanduiche. Durante a visita do Jornal do Brasil, seis integrantes do clã saboreavam o acepipe. Albertina Pereira, a avó, explica a opção.
– É o melhor cachorro-quente que conhecemos. Não trocamos por nada – garante a aposentada, que mora com a família no Centro da cidade.
Com mais de oito anos de serviços prestados ao Ponto de Encontro, Carlos Geovaldo Lopes Batista, o Bigode, Vampeta ou Carlinhos, se sente privilegiado por trabalhar no local onde, garante, é sempre bem tratado.
– Aqui tem gente de todo tipo, é muito engraçado, me divirto mesmo. Fiz amizades duradouras e até acumulo diversos apelidos.
21:09 - 17/10/2009
fonte: JB online
sábado, 17 de outubro de 2009
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