quarta-feira, 23 de março de 2011

Aluno estava no 'limite das provocações', diz psicóloga sobre vídeo 'Zangief Kid'



Luana Freitas | Ciência e Saúde | 22/03/2011 11h49

Foto: Reprodução de InternetA prática do bullying já é bastante conhecida e se torna cada vez mais comum em todo o mundo, especialmente nas escolas. Nesta semana, dois alunos de um colégio na Austrália ficaram conhecidos através de um vídeo que mostrava a discriminação, mas com um fato atípico: a vítima reagiu violentamente. Segundo disse ao SRZD a psicóloga e pedagoga Eunice Madeira, professora da Universidade Veiga de Almeida, a reação ocorreu, pois a vítima estava no "limite das provocações".

- Assista ao vídeo da agressão

Segundo ela, o bullying, que é a prática representada pelo ato de violência e humilhação entre estudantes, muitas vezes é cometida em grupo, e por esse motivo, a vítima se sente intimidada em esboçar qualquer reação, e então, se dá por derrotada. Porém, o caso do vídeo batizado de "Zangief Kid", em referência a um personagem de um jogo de luta de videogame, mostra a vítima do bullying, de 15 anos, jogando o menino provocador contra o chão, como autodefesa.

"O bullying é uma situação que não é isolada. Em cada cultura deve ser olhada dentro do contexto. Mas fica claro que a vítima reagiu porque já estava no seu limite e, naquele determinado momento, se sentiu seguro para reagir", explicou a psicóloga.

Diante deste caso incomum, a especialista disse que a escola precisa analisar a situação para que saiba em que circunstâncias a violência ocorreu e qual tipo de punição o menino provocador deve receber.

"Esse menino tem que ser visto como agressor. É evidente que deve haver um trabalho com ele. A escola pode até ser co-autora, se for provado que permitiu que a situação chegasse a este ponto", disse.

Após o vídeo circular pela internet, a vítima, Casey Speaks, revelou, em uma entrevista, que sofre bullying desde os 6 anos de idade, e no momento que reagiu pensou: "finalmente acabou", sendo visto por muitos como "herói mundial".


fonte :Redação SRZD

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